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Segunda, 05 de Dezembro de 2011 - 22h08

Conselho Municipal da Cultura elege novos representantes

Novos conselheiros falam sobre propostas e defendem integração entre todas as áreas culturais da cidade

Régis Martins

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Foto: DivulgaçãoInscritos demonstraram seus votos abertamente no Centro Cultural PalaceInscritos demonstraram seus votos abertamente no Centro Cultural Palace

Com mais de duzentas e setenta pessoas presentes, a eleição do Conselho Municipal da Cultura de Ribeirão Preto para o biênio 2012/2013 contou com um número recorde de participantes. Isso, de acordo com artistas, produtores e representantes das artes locais, demonstra que as mudanças no estatuto do Conselho vieram para ficar.

Para a atriz e produtora Nathália Fernandes, o CMC, em dois anos, se tornou mais democrático e eficaz. A eleição no último fim de semana, por exemplo, aberta ao público em geral, foi realizada em um novo formato.

Ao invés de eleger apenas áreas determinadas, o cidadão, inscrito previamente, tinha direito a votar em chapas de todos os segmentos. Os candidatos eram apresentados e escolhidos por voto aberto no anfiteatro do Centro Cultural Palace. "O fato de ter aberto a votação de uma forma mais integrada dá a oportunidade de acompanhar o que acontece em cada área", diz Nathália.

A produtora diz também que ao deixar de ser um órgão consultivo para se tornar deliberativo, o Conselho assumiu um novo papel. "Agora, o Conselho fiscaliza o orçamento e pode barrar projetos. Pode, por exemplo, questionar a formatação do PIC (Programa de Incentivo Cultural)", ressalta a atriz, suplente na chapa encabeçada por Flávio Racy, eleita representante das Artes Cênicas no CMC [ver box].

Literatura
O jornalista e dramaturgo Lucas Arantes, eleito representante da área de Literatura, diz que há alguns anos não conhecia, ou simplesmente não se interessava, pelo Conselho. Mudou de ideia.

"Acho que houve mudanças e hoje é um espaço para se conquistar novos projetos", afirma o dramaturgo, que pretende instalar uma nova escola de Literatura na cidade.

O objetivo do projeto, de acordo com Lucas, é estimular o ensino literário de uma forma mais interativa. Uma alternativa aos eventos locais que ele considera pouco eficientes para a formação de novos escritores e leitores. "Queremos que o escritor venha à escola para compartilhar as suas experiências e troque ideias com os alunos. Não que seja tratado com uma estrela", comenta.

Já o artista Cordeiro de Sá, eleito para a área de Artes Plásticas, defende projetos mais abrangentes, como por exemplo, leis municipais de incentivo fiscal.

"Seria uma forma de envolver mais o empresário local com a arte", comenta.

Para Cordeiro, o Conselho é um importante instrumento de democracia participativa e, por isso, acredita no trabalho integrado.

"Acho que não podemos separar uma coisa da outra. Os conselheiros devem trabalhar em conjunto", argumenta.

Artes Plásticas
Porém, a pedido do repórter, Cordeiro enumera um item que considera relevante para as Artes Plásticas na cidade.

"Precisamos de um espaço de formação para o pessoal mais jovem, principalmente na periferia, onde não há acesso. Hoje, está tudo muito centralizado", acredita.

Meire Teixeira, que já foi presidente do Conselho e hoje integra a Comissão Eleitoral do órgão, afirma que o CMC passa por uma nova fase, muito mais atuante. Mas tem uma visão realista.

"Em algumas áreas ainda não temos representantes, por isso não houve chapas candidatas. Mas talvez porque sejam segmentos ainda novos", diz Meire, referindo-se às áreas de Cultura Italiana, Cultura Oriental e Folia de Reis.

A ex-presidente diz que, nesses casos, vão ser feitas novas eleições. Além disso, antes que os novos conselheiros tomem posse, em janeiro, outras nove cadeiras vão ser preenchidas. São nomes indicados pelo Poder Executivo (cinco representantes), universidades (três) e sistema S (1 representante).

Meire explica que a diretoria do órgão vai ser escolhida pelos novos conselheiros em eleição interna, provavelmente em fevereiro do ano que vem. "Hoje, o Conselho é um parceiro da secretária da Cultura Adriana Silva. Ela não toma nenhuma decisão sem a definição dos conselheiros", informa.

 

CONFIRA AS CHAPAS ELEITAS

Bloco Expressões Artísticas
ARTESANATO
• Francismara J. Abdalla (titular)
• Yoshito Endo (suplente)   

ARTES PLÁSTICAS
• Carlos A.Cordeiro de Sá Filho (titular)
• Renato A. Vieira (suplente)

CINEMA E VÍDEO
• Giorgi Dener Gonçalves (titular)
• Jéssica Pires Emidio (suplente)
   
DANÇA
• Isabella Pessoti (Titular)
• Renata Defina (suplente)   

FOTOGRAFIA
• Elza Rossato (Titular)
• Vilmar Nunes (Suplente)     

LITERATURA
• Lucas Pereira S. Arantes (Titular)
• Luiz Nicolau M. Baptista (suplente)     

MÚSICA
• Jeziel P. Corrêa de Paiva (Titular)
• Jorge Nascimento (Suplente)   
   
TEATRO
• Flávio Gonçalves Racy (Titular)
• Nathália F. da Silva (Suplente)     

Bloco Movimentos Culturais
CAPOEIRA
• Luis A. Adelino (Titular)
• Ana Lúcia G. da Silva (Suplente)         
CARNAVAL
• Adria Maria Bezerra (Titular)
• Marlei Ferrari S. Barros (Suplente)     

CULTURA - AFRO
• Paulo C. P. de Oliveira (Titular)
• Roger G. Zanela (Suplente)     

DIVERSIDADE SEXUAL
• Mariah Agatha J. S. Lima (Titular)
• Washington Pereira (Suplente)     

HIP-HOP
• Maicon M. Lima (Titular)
• Robson B. Silveira (Suplente)     

MOVIMENTOS SOCIAIS
• Renata R. de Oliveira (Titular)
• Renato F. Carvalho (Suplente)   

PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL
• José A. C. Lages (Titular)
• Carlos A. Palladini Filhos (Suplente)   
ASSOCIAÇÃO DE BAIRRO
• Cleber Silva dos Santos (Titular)
• Tiago César Alves (Suplente)   

ASSOCIAÇÃO CULTURAL
• Luciana  A. Rodrigues (Titular)
• Leonardo B. Prizon (Suplente)   

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  • 1 Comentário
  • por silvia helena seixas alves, em 06 de Dezembro de 2011 às 19:18 Boa Tarde, Regis.


    Li sua materia no jornal de hoje, muita bem escrita por sinal, mas gostaria de dialogar um pouco sobre o conteúdo.
    Na realidade o processo não se deu nessa tranquilidade e democracia como informa alguns dos eleitos entrevistados, e gostaria de colocar um outro lado da eleição.

    1- Ha um pedido de impugnação pelas seguintes questões:

    a) quatro dos candidatos eleitos eram membros da comissão eleitoral, o que desfigura o previsto no artigo 37 da constituição em se tratando de um conselho publico;
    b) No credenciamento , o credenciado não assinava, e nem seq
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