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Segunda, 30 de Janeiro de 2012 - 22h13
Musical sobre Rita Lee é baseado em livro de ribeirão-pretano
Biografia "Rita Lee Mora ao Lado" foi escrita por Henrique Bartsch; direitos autorais de espetáculo ainda não foram discutidos e produção está em busca de verba
Foto: Divulgação
Rita Lee terá sua carreria contada no teatro
Os mais de 50 anos da trajetória da cantora Rita Lee, desde a sua passagem pelos Mutantes até a sua bem-sucedida carreira solo, estão registrados no livro "Rita Lee Mora ao Lado", de Henrique Bartsch, obra que deve ser adaptada para o teatro ainda no segundo semestre. Pelo menos é o que garante o produtor carioca Márcio Macena.
Porém, ainda há muito a ser feito. Apesar de ter sido noticiado por vários jornais de circulação nacional, o musical ainda não tem verba e o roteiro sequer existe.
Henrique Bartsch era um músico conhecido em Ribeirão Preto, fundador do Grupo Nós, banda que conheceu o sucesso nos anos 1980. O artista faleceu no dia 2 de dezembro do ano passado, aos 60 anos, depois de uma parada cardíaca.
A direção será feita por Debora Dubois e a produção musical, que seria feita pelo próprio Henrique, passou para as mãos de Paulinho Moska. Macena revela que conversou com Henrique Bartsch durante três anos e só no final 2011, pouco antes da morte do músico/escritor, os dois acertaram "verbalmente" os detalhes.
"Me encontrei com Henrique no ano passado e decidimos começar. Infelizmente, logo em seguida ele faleceu e acabamos dando um tempo na produção", conta.
Mensagens
Bartsch lançou "Rita Lee Mora ao Lado" em 2006, depois de mais de três anos trocando e-mails com a cantora, segundo Caetano Bartsch, filho do músico. Foi dessa troca de mensagens virtuais que Henrique descobriu particularidades e curiosidades sobre Rita e resolveu registrar tudo no livro que tem como subtítulo "Uma biografia alucinada da Rainha do Rock".
Não foi fácil convencer a ruiva sobre a publicação da biografia. A artista, que divulgou a sua aposentadoria dos palcos, teria declarado que "biografia é coisa de quem já morreu", mas Henrique tratou de arrumar um jeito de convencê-la.
"Ele fugiu da didática e preferiu mesclar a história real com a ficção e ela achou o estilo inovador", conta Caetano Bartsch.
Henrique criou Bárbara Farniente, uma vizinha fictícia que serviu de artifício literário para narrar a biografia.
Montagem
Embora o musical já tenha data de estreia - final de outubro - a produção caminha a passos lentos. Sem dinheiro nem roteiro, Macena diz que ideias não faltam, mas ainda não tem nada definido.
"Ainda não buscamos recursos para a produção, mas acreditamos que não vai ser difícil conseguir", explica.
Ele afirma que o peso da obra de Rita Lee vai ajudar na captação de recursos.
"Temos clientes e parceiros antigos, vamos começar a buscar patrocínio com eles", completa.
Baseada na biografia escrita por Henrique Bartsch, a adaptação deve fazer um passeio sobre a história de Rita Lee, começando pela participação na banda Os Mutantes, na época da efervescência do Tropicalismo. A ficha técnica com os atores já está praticamente fechada, informa Macena.
Os atores convidados para compor o musical vão encarnar nomes de peso como Arnaldo Batista, Liminha, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nelson Motta, Gal Costa, entre outros.
O papel principal poderá ser interpretado pela atriz Mel Lisboa, que declarou à imprensa que está estudando canto e violão. Outra convidada é a atriz Daniele Valente, que fará o papel de Bárbara Farniente, a vizinha fictícia.
Homenagem
Para Caetano Bartsch, a adaptação é importante não só para a música nacional, mas principalmente para Ribeirão Preto.
"É o reconhecimento de um projeto grandioso, justamente por ter sido escrito por alguém de uma cidade ‘interiorana’. É uma forma de registrar a memória do meu pai", pontua.
Os direitos autorais da peça ainda não foram negociados, pois, de acordo com Caetano, se encontram sob a responsabilidade da agente de Henrique, que estaria fora do Brasil.
Mas o contrato entre Caetano e Maceno deve ser acertado em breve. A produção garante que, se tudo correr bem, a peça deve rodar o país e passar por Ribeirão.
Caetano considera a peça uma homenagem e espera que o roteiro seja fiel ao livro de seu pai.
"Segundo o produtor, o roteiro será o mais fiel possível e vai manter a visão inicial do livro", finaliza.
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- 1 Comentário
- por Almanakut Brasil, em 31 de Janeiro de 2012 às 05:42 A Academia Ribeirãopretana de Letras usa a grafia na expressão composta, sem hífen.

