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Sexta, 05 de Fevereiro de 2010 - 23h37

Pediatra tem dificuldade de reconhecer dengue, diz Estado

Menores de 15 anos viram alvo da doença agora que o vírus tipo 1 voltou a circular

Hélia Araujo

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Foto: Weber Sian - 22.jan.2010 / A CidadeCRIADOURO  Meninos veem caçamba cheia de água no Parque RibeirãoCRIADOURO Meninos veem caçamba cheia de água no Parque Ribeirão

A diretora da Divisão de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde, Melissa Mascheretti, esteve nesta sexta-feira em Ribeirão e afirmou que os pediatras não estão preparados para diagnosticar e tratar a dengue. E o detalhe é que menores de 15 anos são agora grupo de risco da doença, já que não tiveram contato com o vírus tipo 1, que circulou em Ribeirão pela última vez em 1997 e agora voltou a contaminar.

Em 2009, das 1.550 pessoas que tiveram dengue confirmada no município, 239 tinham menos de 14 anos, ou 15,4%. De acordo com Melissa, 70% dos casos de dengue em Ribeirão em 2010 são do tipo 1 e a maioria foi confirmada em crianças e adolescentes.

"O problema é que até agora a dengue era uma doença que atingia principalmente pessoas com idades entre 19 e 45 anos. Agora, com essa nova infecção em crianças e adolescentes, não sabemos como a doença vai reagir no organismo delas e se o tratamento deve ser o mesmo", alertou Melissa.

O pediatra José Victor Nonino, diretor do hospital Beneficência Portuguesa, acredita que deveria ser feita uma campanha de orientação aos médicos e também à família, que deve ser a primeira a perceber os sintomas da doença nas crianças.

"É importante fazer esse alerta, já que estamos lidando com um problema epidemiológico grave e que as crianças não estavam vivendo antes. Além dos médicos, as mães também devem estar atentas quanto as sinais da dengue e procurar atendimento rapidamente", afirmou Nonino.

Para o pediatra Gilberto Soares Gaspar o problema está na dificuldade de fazer o diagnóstico da dengue, já que as crianças pequenas não falam quais sintomas estão sentindo.

 

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