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Quarta, 10 de Março de 2010 - 15h54 ( Atualizado em 10/03/2010 - 16h21 )
Cresce movimento grevista nas escolas estaduais
Cerca de 60% das escolas não tiveram ou interromperam parcialmente suas atividades pedagógicas, atingindo mais de 60 mil estudantes da rede
Foto: Weber Sian / A Cidade
Cerca de 60 mil estudantes são prejudicados com greve dos professores
A adesão à greve dos professores da rede estadual de ensino da região de Ribeirão Preto ganhou novos adeptos nesta quarta-feira (10). De acordo com a Apeopesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), o movimento atinge mais que a metade das 116 instituições da região. Cerca de 60% das escolas não tiveram ou interromperam parcialmente suas atividades pedagógicas, atingindo mais de 60 mil estudantes da rede.
O Sindicato, que movimenta a greve, espera adesão de 100% da rede até a sexta-feira.
O A Cidade entrou em contato com 25 escolas da rede pública de ensino e constatou que 14 delas não aderiram à greve e não pretendem integrar o movimento. Outras onze não tiveram aulas.
A escola estadual Fábio Barreto, no Centro, informou que os professores da instituição não pretendem paralisar as atividades. "Isso é muito bom para os alunos daqui. Sempre estudei em escola pública e sei que os maiores prejudicados são os alunos. Se pudesse, pagaria uma escola particular para meu filho", comentou o empresário Willian Macedo, 25 anos, pai de um aluno da escola Fábio Barreto.
A categoria critica o novo modelo de classificação de professores para atribuições de aulas e reivindica um reajuste salarial de 34,3%. A Secretaria de Estado da Educação classifica o movimento como "político e inimigo da educação".
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