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Quinta, 11 de Março de 2010 - 23h51
Motoristas pagam por consertos em ônibus
Duas denúncias apontam que empresas em Ribeirão cobram reparos mesmo quando culpa pelos acidentes é de terceiros
Foto: F.L.Piton - 03.fev.2010 / A Cidade
Passageiros sobem em ônibus urbano: motoristas dizem que pontualidade é empecilho
Motoristas de ônibus de Ribeirão Preto reclamam que têm sido obrigados pelas empresas a arcarem com os prejuízos de acidentes de trânsito, antes mesmo das investigações serem concluídas.
Dois motoristas, que pediram para não serem identificados por medo de represália, afirmaram que os profissionais quase sempre são responsabilizados e que são convocados a fazerem acordos, nos quais precisam assinar autorização para que o pagamento seja descontado da folha de pagamento.
"Qualquer acidente é descontado do salário e não existe um critério justo para separar os provocados por falha humana dos por terceiros", diz um dos motoristas. Eles também afirmam que os valores são altos e que há motorista que parcelou a dívida em até 18 meses.
O presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte Urbano, João Henrique Bueno, confirma o problema e diz que a orientação do sindicato é de não pagar ou de acionar judicialmente as empresas para o ressarcimento dos descontos posteriormente. O sindicato oferece assessoria jurídica para os motoristas.
Para Bueno, é justo que os motoristas arquem com despesas quando dirigem com imperícia. Porém, ele diz que a pontualidade é um empecilho para os motoristas.
"Em todas as reuniões, nós dizemos: ‘esqueçam os horários, esqueçam. Se é muito corrido, as empresas que contratem mais gente", afirma o sindicalista.
Existem hoje cerca de 800 trabalhadores no setor do transporte coletivo, dos quais 500 são motoristas. O salário-base é de R$ 1.134, que somado a benefícios gira em torno de R$ 1,5 mil.
Outro lado
A Transurb (Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Ribeirão Preto) foi procurada nesta quinta-feira para comentar o assunto, mas das três empresas de transporte coletivo da cidade, apenas a Turb se manifestou.
Representantes da Rápido D’Oeste e da Transcorp estariam em viagens.
O encarregado operacional da Turb, Rodrigo Oliveira, afirma que as empresas consideram o boletim de ocorrência, um termo declaratório do motorista e as testemunhas antes de tomar qualquer decisão. Os documentos são encaminhados para a diretoria e o departamento jurídico da empresa que analisam caso a caso. Segundo ele, quando há dúvida, a empresa espera a conclusão da investigação policial.
"Somente quem está errado paga e a intenção da cobrança não é recuperar o dano, mas a de ter um efeito educativo", afirma Oliveira.
De acordo com ele, o motorista que paga tem o direito de indicar uma oficina de confiança e de negociar valores e formas de pagamento.
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- 3 Comentários
- por Carlos Henrique de Souza, em 12 de Março de 2010 às 13:40 Eu acho justo ao fato de que analisarem a velocidade que esses motoristas andam pelo trânsito de Ribeirão Preto e um verdadeiro desrespeito humano, ocasionando diversos acidentes e muitos até fatais eles trabalham com um veículo muito perigoso e acham tudo normal, tem que cobrar mesmo assim eles tiram o "pe" do acelerador e tenham mais educação e respeito pela vida dos seres humanos.
- por Josi, em 12 de Março de 2010 às 13:13 Está certo! É um absurdo a maneira como esses motoristas se comportam no transito. Acham que são os "donos da rua" e simplesmente jogam os ônibus sobre os carros, não respeitam as faixas...Se eles respeitassem um pouco mais as leis de transito talvez não acontecessem tantos acidentes e não teriam que arcar com nenhuma avaria nos veículos.
- por EDNA, em 12 de Março de 2010 às 10:43 EU ACHO ISSO UM ABSURDO ALEM DESSES COITADO GANHAR UMA MISERIA E TRABALAHAR COMO COBRADOR AINDA QUE JA DIMINUIU GASTOS SESSAS EMPRESA COM ISSO AINDA DESCONTA DANOS DE VEICULOS ONDE VAMOS PARAR ATE QDO VAO QUERER CRESCER NAS COSTA DOS FUNCIONARIOS E FORA QUE AGUENTAM DOS PASSAGEIROS COM LOTAÇAO.

