- Editorias
- Política
- Cidades
- Economia
- Brasil & Mundo
- Caderno C
- Esportes
- Rodas & Cia.
- Bairros
- Sociais
- Conexão
- Giro
- Especiais
- Agrishow 2011
- Feira do Livro 2011
- Corinthians - 100 anos
- Copa África 2010
- Eleições 2010
- Pergunte à Presidente
- Suplementos
- 106 Anos
- 105 Anos
- 104 Anos
- Ribeirão 155 Anos
- Ribeirão 154 Anos
- Ribeirão 153 Anos
- Paulistão 2011
- Agrishow 2010
- Caderno Mulher 2010
- Imóveis 2010
- Meu Jornal
- Cadastre-se
- Painel de Controle
- Edição Online
- Notícias Favoritas
- Meu Cadastro
- Newsletter
- MediaCenter
- RSS
Quinta, 11 de Março de 2010 - 00h12
Saúde alerta para perigos de receita caseira contra dengue
Secretaria afirma que repelentes feitos em casa e automedicação trazem riscos à população
Foto: F.L.Piton / A Cidade
Piscina de ondas do desativado Splash fica com água parada e é suspeita de criadouro da dengue
A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto alerta para os perigos de receitas caseiras contra a dengue. Diante da epidemia que atinge o município, muitas pessoas recorrem a repelentes feitos em casa e até a automedicação para evitar a doença. Ribeirão tem 3.074 casos confirmados e outros 3.399 que aguardam resultado de exames.
De acordo com o médico da secretaria Stênio José Correia Miranda, além de representar um perigo para a saúde, as receitas caseiras ainda podem fazer com que a população tenha uma falsa impressão de proteção.
"Quem acha que está protegido deixa de lado as medidas que realmente funcionam, que é a eliminação de possíveis criadouros."
Nem mesmo a já conhecida citronela deve ser usada como loção repelente, já que a eficácia não é de 100%, assim como de nenhum outro repelente caseiro ou industrializado. "Os repelentes não garantem que a pessoa não vá ser picada pelo mosquito da dengue. Não recomendamos nem mesmo o industrializado, porque o uso contínuo pode sensibilizar a pele", diz a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Ana Alice Castro e Silva.
Outra receita comum contra a dengue é o consumo indiscriminado da vitamina B, que, depois de ingerida, poderia exalar um odor que desagrada o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue.
"Nosso organismo precisa de poucas quantidades diárias de vitaminas. Por isso, se tomado em excesso, o complexo B pode causar danos neurológicos, perda de força dos músculos, paralisias dos membros e dores intensas", alerta Miranda.
Medida válida
A única medida caseira que a Saúde recomenda é o uso do sal para acabar com larvas do mosquito. O sal deve ser colocado em locais com águas paradas, como vasos sanitários sem uso ou ralos.
"A borra de café, que muitos usam porque impediria que os ovos do Aedes se desenvolvam em larvas, também não tem fundamento e não é recomendada", diz Miranda.
O problema, segundo o médico, é que as receitas têm raiz cultural e, portanto, é difícil evitar que a população as use. "Sabemos até de funcionários da própria secretaria que fazem uso de medidas caseiras. Ainda existe aquela lenda de que funcionava na época dos avós e, por isso, funcionaria hoje também."
- Imprimir
esta Notícia - Enviar para
um Amigo - Assine nossa
Newsletter - Comente
esta Notícia - Compartilhar
esta Notícia


Desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a vela é produzida a partir da semente da fruta da andiroba, uma árvore amazônica. A vela, ao ser queimada, exala um agente ativo que inibe a fome de mosquitos, entre eles o Aedes aegypti e o Anopheles darlingi, transmissor da malária. Os testes revelaram uma eficiência de quase 100% na repelência do mosquito.
A vela é totalmente atóxica, não produz fumaça e não contém perfume.