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Quinta, 11 de Março de 2010 - 19h43 ( Atualizado em 11/03/2010 - 20h00 )
SUS amplia público que pode ser vacinado contra hepatite B
Para atender à nova demanda, formam adquiridas 18 milhões de doses a mais do que em 2009
Foto: Weber Sian / A Cidade
Vacinação contra hepatite B amplia público alvo
A vacina contra a hepatite B está disponível a partir deste mês (março) a um novo público alvo. Agora, serão imunizados também caminhoneiros, portadores de doenças sexualmente transmissíveis, gestantes, manicures, pedicures, podólogos, lésbicas, bissexuais, transgêneros e pessoas que vivem em assentamentos e acampamentos. Antes, a vacina estava disponível a crianças e adolescentes com até 19 anos de idade e grupos de risco (veja lista abaixo).
Outra novidade é a ampliação do número de unidades de imunização que têm a vacina contra hepatite B disponível. Passou de pouco mais de 30 salas em todo o país, nas quais a oferta era obrigatória, para cerca de 60 mil.
O Ministério da Saúde adquiriu 33 milhões de doses, que serão oferecidas ao longo do ano de 2010 - 18 milhões a mais do que o destinado no ano anterior. A imunização contra a doença é uma das principais medidas de prevenção. Após as três doses, mais de 90% dos adultos jovens e 95% das crianças e adolescentes ficam imunizados contra a hepatite B.
No Brasil, 7,44% da população de 10 a 69 anos já teve contato com o vírus da hepatite B (VHB), de acordo com dados do Estudo de Prevalência de Base Populacional das Infecções pelos Vírus das Hepatites A, B e C nas capitais do País. A evolução para a forma crônica ocorre em aproximadamente 5% a 10% dos adultos expostos ao vírus, que podem ainda desenvolver cirrose e câncer de fígado.
A hepatite viral B é transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal. Pode ocorrer pela relação sexual desprotegida ou pelo compartilhamento de objetos contaminados, como: lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, equipamentos de manicures e podólogos, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens. Também há risco de infecção quando usuários de drogas usam instrumentos comuns - tanto no caso das injetáveis (cocaína, anabolizantes e complexos vitamínicos), como das inaláveis (cocaína) e das pipadas (crack). A transmissão também pode ocorrer da mãe infectada para o bebê. Acidentes com exposição a material biológico e procedimentos cirúrgicos, odontológicos e de hemodiálise, em que não se aplicam as normas adequadas de biossegurança, são fatores de exposição à infecção pela hepatite B.
Veja quem pode tomar a vacina
Menores de 1 ano de idade, a partir do nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto
Crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos de idade
Vítimas de abuso sexual
Vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente suspeito de infecção por VHB
Comunicadores sexuais de portadores do VHB
Profissionais de saúde
Hepatopatias crônicas e portadores de hepatite C
Doadores de sangue
Transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea
Doadores de órgãos sólidos ou de medula óssea
Potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundidos;
Nefropatias crônicas/dialisados/síndrome nefrótica
Convívio domiciliar contínuo com pessoas portadoras de VHB
Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas
Fibrose cística (mucoviscidose)
Doença autoimune
Imunodeprimidos
Populações indígenas
Usuários de drogas injetáveis, inaláveis ou pipadas
Pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, etc)
Carcereiros de delegacias e penitenciárias
Homens que fazem sexo com homens
Profissionais do sexo
Coletadores de lixo hospitalar e domiciliar
Bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários
Profissionais envolvidos em atividade de resgate
Gestantes, após o primeiro trimestre de gestação
Lésbicas, bissexuais e transgêneros
Manicures, pedicures e podólogos
Populações de assentamentos e acampamentos
Portadores de DST
Caminhoneiros
Doenças do sangue
Hemofílicos
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