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Ribeirão Preto, 30 de Julho de 2010
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Sábado, 13 de Março de 2010 - 01h00
Buracos em escola preocupam moradores
Mães dizem que terreno de unidade parece brejo e acúmulo de água da chuva faria chão ceder; Obras espera R$ 2,5 mi para drenagem
Foto: Matheus Urenha / A Cidade
Escola municipal Roberto Afonso Pontes está sobre terreno com problemas de galerias pluviais
Os moradores do Jardim Salgado Filho 2, em Ribeirão Preto, reclamam que a escola municipal Roberto Afonso Pontes, inaugurada em julho de 2009, enfrenta problemas com buracos imensos que se abriram em frente ao prédio. Além da água parada que se acumula por conta dos encanamentos subterrâneos rompidos, o mau cheiro incomoda os estudantes.
Os vizinhos temem que os buracos no asfalto possam levar a escola a ceder, devido ao terreno que era composto por um matagal denso e úmido antes da construção. Segundo a dona de casa Miriam Miguel dos Santos, moradora do bairro há 12 anos, havia no local uma espécie de brejo com uma pequena lagoa. A prefeitura nega que o local seja um brejo.
"Antigamente isso aqui era uma área vazia, tinha lama, bichos, água acumulada e muito mato", diz Miriam.
Ela conta que os buracos existem no local há mais de três anos e que já houve muita reclamação, mas o problema nunca foi resolvido.
Com a licitação realizada durante o governo do ex-prefeito Welson Gasparini (PSDB), a escola custou pouco mais de R$ 1,7 milhão e atende hoje cerca de 160 crianças de até cinco anos. Apesar de ter boa infraestrutura interna, o constante problema na calçada preocupa os pais.
Mães reclamam que, principalmente nos dias de chuva, é impossível chegar ao portão da escola por causa da lagoa que se forma.
"Somente pulando ou enfiando o pé na água suja", afirma Miriam, cujo filho estuda no local desde a inauguração.
Cidani da Conceição, vizinha e mãe de um aluno de quatro anos, lembra que as famílias já fizeram reclamações na prefeitura.
"O máximo que fazem é tapar os buracos, mas em qualquer chuva o problema volta e fica ainda maior. A cada dia eles estão mais fundos e não dá pra se acostumar com uma coisa dessa."
Outro lado
Apesar dos relatos dos moradores que conheceram o terreno antes da construção da escola, o Secretário de Obras, Abranche Fuad Abdo, afirma que o local foi liberado pela Secretaria de Planejamento e que estava em perfeitas condições.
"Aquilo não era um brejo e estava de acordo com as normas técnicas", afirma.
Ele ainda diz que o problema do acúmulo de água nos buracos se deve às galerias de água pluvial, que precisam ser trocadas.
"Temos projetos elaborados para captarmos uma verba federal de R$ 2,5 milhões para restaurar essas galerias. Estamos somente aguardando a resposta deles", afirma o diretor de obras públicas, Clodoaldo Almeida.
Ovalor será destinado à toda rede pluvial do Jardim Salgado Filho 2.
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