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Sábado, 15 de Maio de 2010 - 22h58

Mulheres são maioria entre os leitores de A Cidade

Número cresce em relação à pesquisa realizada em 2007 e ainda é mais que o dobro da soma dos concorrentes

Da reportagem

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O A Cidade está em alta no universo feminino de Ribeirão Preto. O número de mulheres leitoras do jornal cresceu expressivamente este ano em relação a 2007, de acordo com a pesquisa Ibope. São 74.583 contra 64.526 daquele ano.
Em relação aos concorrentes, são exatos 7.377 leitoras a mais do que o dobro da soma dos quatro outros jornais citados no levantamento.

Antônio Hércules Júnior, ex-diretor de Mercado Leitor e de Marketing do Grupo Estado e consultor do A Cidade, observa que em nenhum outro jornal citado na pesquisa o número de leitoras é maior que o de leitores homens. "Praticamente três em cada quatro mulheres leem o A Cidade", destaca.

Hércules diz ainda que na maioria dos mercados no Brasil e no mundo há uma "fuga" do público feminino dos jornais. "Quando avaliamos esses números de Ribeirão Preto frente ao cenário mundial, com um universo cada vez mais masculino, vemos que trata-se de uma situação inversa", diz.

Para ele, do ponto de vista publicitário esse fator é importante para o A Cidade, pois a mulher está sempre no centro das decisões de consumo de produtos para a família, para a casa, carros, imóveis, entre outros.

As mulheres estão presentes também no próprio time de articulistas do jornal, como Miriam Leitão, Gisela Haddad e Ely Vieitez Lisboa.

Nova assinante

Entre as mais recentes assinantes do jornal A Cidade inclui-se uma baiana de Vitória da Conquista, de 25 anos, pouco mais de três deles vividos sob o céu de Ribeirão Preto. Seu nome é Eleni Cândida da Silva, que ainda mantém intacto o agradável sotaque da Boa Terra - como os mais antigos chamam a Bahia.

Cabeleireira, Eleni abriu um salão de beleza na rua Galileu Galilei, número 27, no Jardim Irajá, na zona Leste de Ribeirão. Ali, recebe clientes e amigas com a tradicional hospitalidade baiana, água fresca e a edição do dia de A Cidade.

"As clientes, às vezes, passam bom tempo cuidando do cabelo, sem poderem sair do lugar. Por isso, resolvi assinar o A Cidade e deixá-las bem informadas", diz Eleni. Ela assina o jornal há pouco tempo, uns três meses, e está feliz com o resultado. "Tem sempre alguém folheando o jornal", conta.

Dona Nazime segue tradição

Nazime Aissun, pelo telefone, diz que está relendo a memória do médico Carlos Roberto Caliento, falecido terça-feira de Carnaval, e publicada no último domingo de fevereiro.

"Tudo que diz respeito ao que é tradicional me interessa, eu recorto a reportagem, guardo e estou sempre relendo", diz dona Nazime, que seguiu uma tradicão da família e mantém a assinatura até hoje.

O jornal entregue em sua casa, no Centro, há mais de 50 anos, já teve dois assinantes. O primeiro foi seu pai, o comerciante Miguel Aissum, do Bazar Sul-Americano, na rua São Sebastião e vizinho do jornal. Com a morte de Miguel, a assinatura passou para o nome da mãe, dona Anice Jacó Aissum.

"Sou da década de 40", responde quando é perguntada sobre a idade. A contabilista e professora de Estudos Sociais formada na Barão de Mauá, foi professora de Educação Moral e Cívica, uma disciplina extinta em nossas escolas.

"Por isso é que ninguém conhece bem os símbolos nacionais", esbraveja dona Nazime, que lê o jornal de manhã mesmo, em busca de lembranças e informações atuais.

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