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Quinta, 29 de Julho de 2010 - 23h24
Paralisação emperra 10 mil processos em Ribeirão
Greve mais longa do Judiciário paulista completa 94 dias nesta sexta e atrasa andamento de novas ações, de acordo com a OAB de Ribeirão
Foto: F.L.Piton - 15.jun.2010 / A Cidade
Servidores em protesto: pedido de respeito à data-base
Ainda longe de uma solução, a greve dos servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo chega a 94 dias nesta sexta-feira, com prejuízos a advogados por cerca de dez mil ações estarem emperradas no Fórum de Ribeirão Preto. O problema gerou ameaça de pressionar o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a fazer inspeção administrativa nos fóruns do município, de São Paulo e de Campinas.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Ribeirão reclama que dez mil ações ajuizadas desde o início do movimento estão parados.
Na atual extensão, a greve do Judiciário se firma como a mais duradoura da história. Deixou para trás até mesmo a paralisação de 2004, quando os servidores cruzaram os braços por 91 dias. Segundo órgãos representantes de classe, a paralisação atinge entre 30% e 35% dos servidores do Estado.
A última proposta do TJ (Tribunal de Justiça) aos grevistas foi de 4,73% de reajuste, a ser encaminhado como projeto de lei à Assembleia Legislativa. "Mais uma vez o TJ continua com promessas que não pode cumprir. Deputados que nos apoiam dizem que é um engodo, porque nada foi tratado com a Assembleia ou o Executivo", diz o secretário-geral da Assojuris (Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo), Adolfo Benedetti Neto.
O presidente da OAB de Ribeirão, Ricardo Rui Giuntini, vê uma falta de diálogo entre a direção do TJ e os grevistas, o que leva ao impasse.
"Há uma péssima condução dos dois lados, porque não vejo evolução na conversa", diz o presidente.
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retornarem ao trabalho, muito rapidamente os dez mil processos se-
rão julgados. Afinal, cinco, seis e até dez anos é muito pouco tempo.
E o povo paga as contas.