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Quarta, 01 de Setembro de 2010 - 23h53

Família queima roupas de suspeito em São Simão

Família bota fogo em pertences de tio acusado de matar menina de 9 anos e vizinhos pedem justiça

Wesley Alcântara

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Foto: Matheus Urenha / A CidadeMoradores de São Simão vão ao enterro de criança encontrada morta e enterrada dentro de saco, com as mãoes e pés amarrados, na zona rural da cidade de 14 mil habitantesMoradores de São Simão vão ao enterro de criança encontrada morta e enterrada dentro de saco, com as mãoes e pés amarrados, na zona rural da cidade de 14 mil habitantes

A família da menina de 9 anos morta em São Simão queimou na noite da última terça-feira as roupas do tio da criança, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito pelo crime. Moradores da cidade pedem justiça e os parentes da criança estão inconformados.

A Polícia Civil de São Simão ouviu na tarde desta quarta-feira, pela segunda vez, o operário de 26 anos, suspeito de matar a própria sobrinha de 9 anos e esconder o corpo dela, na zona rural da cidade. A garota estava desaparecida desde o último sábado e foi encontrada na última terça dentro de um saco, com os pés e mãos amarrados, depois que o suspeito indicou o local para a polícia.

O delegado Helton Testi Renz decidiu interrogar novamente o suspeito, para colher mais detalhes sobre o caso, já que ele assumiu o inquérito porque voltou de férias.

O rapaz responderá ação criminal por homicídio e ocultação de cadáver, segundo a polícia. O suspeito foi ouvido na cadeia de Santa Rosa do Viterbo, onde está detido desde a última segunda-feira.

Abalados

Bastante abalado, um tio da criança, que é irmão da mãe dela, clamava por justiça. "A nossa família está destruída. Estamos inconformados com essa crueldade. Ele é um monstro. É difícil aceitar que o assassino morava na mesma casa."

Ele acredita que o suspeito tenha matado a própria sobrinha porque tinha implicância com ela. Segundo a família, discussões entre os dois eram constantes.

A criança residia com a avó materna, com a tia, o suspeito e duas primas, de 7 anos e de 11 meses. A avó e a mãe da criança não quiseram falar sobre o caso.

Vizinhos estavam em luto. A servidora Roberta Helena Souza Teixeira, 29, disse que estava assustada.

Para não identificar a criança, os nomes não foram divulgados, como preconiza o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

 

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  • 1 Comentário
  • por Almanakut Brasil, em 02 de Setembro de 2010 às 07:19 Depois que saiu na imprensa, não é mais suspeito e mesmo que seja inocente, já foi condenado!
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