- Editorias
- Política
- Cidades
- Economia
- Caderno C
- Brasil & Mundo
- Esportes
- Rodas & Cia.
- Bairros
- Sociais
- Conexão
- Giro
- Especiais
- Agrishow
- Corinthians - 100 anos
- Feira do Livro 2011
- Eleições 2010
- Copa África 2010
- Pergunte à Presidente
- Suplementos
- 106 Anos
- 105 Anos
- 104 Anos
- Ribeirão 155 Anos
- Ribeirão 154 Anos
- Agrishow 2010
- Paulistão 2011
- Ribeirão 153 Anos
- Caderno Mulher 2010
- Imóveis 2010
- Meu Jornal
- Cadastre-se
- Painel de Controle
- Edição Online
- Notícias Favoritas
- Meu Cadastro
- Newsletter
- MediaCenter
- RSS
Quarta, 29 de Dezembro de 2010 - 14h42 ( Atualizado em 29/12/2010 - 23h16 )
Polícia cerca favela das Mangueiras desde domingo em Ribeirão Preto
Oito policiais em quatro viaturas se revezam em esquema plantão nas principais entradas da comunidade para fazer a revista d carros e moradores que circulem pela região
Foto: J.F.Pimenta / A Cidade
Policiais vistoriam documentos e conversam com dois homens que estavam em carro Tipo revistado na região da comunidade
A Favela das Mangueiras, na zona Oeste de Ribeirão Preto, está cercada por viaturas da PM (Polícia Militar) desde a madrugada do último domingo (26). Enquanto a corporação afirma que a operação tem o objetivo de coibir o tráfico de drogas, furtos e roubos, os moradores dizem que houve violência e que foi motivada pelo furto de uma bicicleta da PM.
Oito policiais em quatro carros se revezam em esquema plantão, nas principais entradas da comunidade, para revistar carros e moradores que circulam pela região. A previsão é de que a ação seja mantida até o fim de semana.
Segundo o tenente-coronel Salvador Loureiro Junior, comandante do 51º Batalhão da PM, o monitoramento da favela faz parte da Operação Natal Seguro, que tem o objetivo de reduzir número de roubos e furtos no mês de dezembro.
"Tivemos a informação de que uma grande quantidade de entorpecentes chegaria à favela. Não conseguimos apreender essa droga, mas sabemos que pode ser depositada em algum lugar e ser trazida aos poucos", afirma Loureiro.
O plantão tem o objetivo de impedir que essa droga chegue à favela e coibir que veículos ou objetos de roubos e furtos sejam usados como moeda para o tráfico.
Pente-fino
Em quatro dias de operação, policiais abordaram 412 veículos e 1,3 mil moradores. "A operação ocorre do lado de fora da favela e não temos mandado de busca e apreensão para invadir casas. O que podemos fazer é parar as pessoas e levantar se elas têm passagem pela polícia", diz Loureiro.
Entre domingo e esta quarta-feira (29) foram apreendidas 230 g de maconha e 280 g de cocaína. Duas motocicletas com o chassi adulterado, uma carteira de habilitação falsa e um revólver 38 com cartucho também foram recolhidos durante revistas.
Segundo o comandante, moradores fazem denúncias sobre pessoas que armazenam drogas em casa. "Vamos catalogar essas informações para poder usá-las."
Vizinha diz que mulher desistiu de casa invadida
Vizinhos de uma doméstica de 40 anos dizem que ela e os cinco filhos abandonaram o barraco onde moravam, depois que policiais militares invadiram o local na madrugada de domingo.
"Ela dormia com os filhos, três dos quais menores de idade, quando os PMs chegaram com tudo. Eles estouraram a porta com chutes e vasculharam o barraco todo. Até quebraram a geladeira dela", diz a dona de casa P.S., de 20 anos. A doméstica estaria provisoriamente na casa de parentes.
Uma outra moradora, que se identificou como Beatriz, disse que teve a casa revirada pelos policiais. "Não estava no momento. Quando cheguei, encontrei o cadeado da porta estourado. Isso é abuso de poder."
Os moradores dizem que ao menos 15 barracos foram invadidos e a ação policial se intensifica na madrugada.
Comunidade reclama de agressividade
Moradores que vivem próximos à favela afirmam que a polícia já esteve no local em outras ocasiões, mas que estão bastante assustados com a agressividade nesta vez. Eles dizem que ação da Polícia Militar teria sido motivada pelo furto de uma bicicleta.
Um rapaz, que não se identificou, diz que somente na quarta-feira foi abordado três vezes ao passar pela polícia. "Eles dão sinal de parada e nos apontam a arma, pedem para a gente sair do carro e fazem a revista. Não moramos na favela e mesmo assim nos abordam. É tolerância zero."
A reportagem acompanhou na tarde desta quarta uma abordagem. Dois jovens estavam em um Fiat Tipo quando foram parados pelo comando da PM. Para uma conferência de documentos, a ação mobilizou oito policiais.
Outro lado
O tenente-coronel Salvador Loureiro Junior, comandante do 51º Batalhão da Polícia Militar, confirma que uma bicicleta da polícia que estava do lado de fora da 3ª Companhia de Polícia foi furtada no dia 25 de dezembro e não havia sido recuperada até quarta.
O comandante negou, no entanto, que exista alguma relação entre o crime e a operação que cerca a favela desde a madrugada do último domingo, dia 26.
"Tivemos uma bicicleta furtada, que estava em desuso e ficava do lado de fora. Já tivemos outro furto de bicicleta e de rádio ali."
Loureiro nega que os policiais tenham usado violência ou entrado nas residências dos moradores. O comandante diz que as pessoas que se sentirem vítimas de agressão podem fazer denúncias no 51º Batalhão da PM, na avenida Presidente Kennedy, 1.760.
"Se algum morador teve as garantias individuais violadas, pode procurar o setor de Justiça porque vamos apurar o caso. Se for confirmada a violência, vamos punir os responsáveis", diz.
- Imprimir
esta Notícia - Enviar para
um Amigo - Assine nossa
Newsletter - Comente
esta Notícia - Compartilhar
esta Notícia
- 1 Comentário
- por Marcelo Galiano Brasca, em 30 de Dezembro de 2010 às 09:28 infelizmente existe muita confusão principalmetne por parte dos moradores que vêm a comunidade coimo um lugar onde a polícia não deve chegar e o poder constituido como seu inimigo, em realidade a população deve apoiar a açõa policial para que o crime seja punido afinal morar na comunidade também é coisa pra gente de bem

