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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011 - 00h32
Polícia apura aborto em escola estadual de Cravinhos
Um suposto embrião foi localizado em banheiro de colégio
Foto: J.F.Pimenta / A Cidade
Vista da quadra da Escola Estadual Professor Francisco Gomes, onde ocorreu o episódio
A Polícia Civil investiga um possível aborto ocorrido na manhã desta sexta-feira na Escola Estadual Professor Francisco Gomes, em Cravinhos, 22 km de Ribeirão Preto. Uma funcionária encontrou em um vaso sanitário do banheiro feminino, um material biológico, de quase sete centímetros, suspeito de ser do estágio inicial da formação de um feto. A escola é de ensino fundamental e médio.
O delegado Renato Saverio Souza Costa afirma que, pelas características do embrião, alguma adolescente teria o expelido momentos antes de ser encontrado.
"Havia muito sangue no vaso. Acreditamos que seja material da formação de um possível feto", diz.
Antes de chamar a polícia, a própria funcionária coletou o material biológico usando um pote plástico. "Tudo foi encaminhado para exame pericial, que vai confirmar se o material trata-se de um feto ou não."
Souza Costa afirma que o inquérito será aberto somente após resultado do exame do material apreendido. O laudo será divulgado em dez dias.
Caso o resultado confirme que o material se trata de um embrião, a polícia tentará identificar, com apoio da direção da escola, qual aluna sofreu o aborto.
Sem ajuda
"O estranho é que nenhuma adolescente pediu ajuda. O objetivo é saber se o aborto, se houve de fato, foi criminoso ou espontâneo", explica.
O delegado afirma que uma equipe já investiga o caso. Pelo Código Penal, o aborto é considerado crime pelo artigo 124, que prevê detenção de um a três anos, quando praticado por adulto.
No entanto, quando envolve adolescente o caso é levado para a Vara da Infância e Juventude.
Outro lado
A Secretaria de Estado da Educação confirmou nesta sexta, por meio da assessoria de imprensa, que uma aluna tenha abortado dentro do banheiro feminino, de uso exclusivo de estudantes, na escola estadual de Cravinhos.
No entanto, a secretaria afirma que não cabe à direção da escola apurar o caso e tentar identificar qual aluna teria sofrido o aborto.
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