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Quinta, 04 de Agosto de 2011 - 00h23 ( Atualizado em 04/08/2011 - 16h42 )

Esgoto de Cravinhos deixa de ir para o ribeirão Preto

Após quase seis anos de obras e muitas polêmicas, Estação de Tratamento está em operação

Jean Vicente

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Foto: F.L.Piton / A CidadeDesde semana passada, estação de tratamento de Cravinhos recolhe todo esgoto do município, que tem 31 mil habitantesDesde semana passada, estação de tratamento de Cravinhos recolhe todo esgoto do município, que tem 31 mil habitantes

O ribeirão Preto não recebe mais o esgoto "in natura" de Cravinhos. Na semana passada, a estação de tratamento de Esgoto (ETE) da cidade, na fazenda Buenópolis, próxima ao Jardim Santana, começou a operar após seis anos de obras e polêmicas. Agora, 100% do esgoto da cidade, que tem pouco mais de 31 mil habitantes, é tratado.

A nascente do ribeirão é no Centro de Cravinhos. De lá, a água corre para Bonfim Paulista e por Ribeirão Preto (na região central, nas marginais da avenida Jerônimo Gonçalves), antes de desaguar no Rio Pardo.

"Fizemos uma varredura para ver se ainda existia alguma ligação antiga, mas não há mais nada", diz o prefeito de Cravinhos, José Francisco Matasso Ferdinando (PSDB), o Cabelim.

Atraso nas obras

A construção começou em 2006, após convênio com o governo estadual, por meio do projeto "Água Limpa", destinado a cidades que não são atendidas pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

A cidade recebeu pouco mais de R$ 1 milhão para a obra e a conclusão estava prevista para 2008. Mas, no mesmo ano em que a inauguração era esperada, problemas no projeto foram encontrados, sendo que o valor recebido não seria suficiente para o término.

O prefeito à época, José Carlos Carrascosa dos Santos (PSDB), o Boi, conseguiu mais R$ 600 mil da Secretaria Estadual da Saúde, mas mesmo assim a construção demorou a sair do papel para a prática.

"Quando assumi [em 2009], o Ministério Público convocou uma reunião para tentar solucionar este assunto. Depois, o projeto voltou a andar", diz Cabelim.

No total, o prazo de entrega da obra teve que ser prorrogado por oito vezes. Além disso, a Prefeitura teve que construir uma estação elevatória para captar o esgoto de indústrias às margens da Rodovia Anhanguera, o que custou mais R$ 100 mil.

 

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