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Quinta, 03 de Novembro de 2011 - 22h59

Ribeirão lidera atração de migrantes no Estado

Dados divulgados pela Fundação Seade mostram que região supera Campinas e passa a ser a que mais atrai pessoas

Simei Morais

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Enquanto a maior parte do estado de São Paulo teve reduzido o ritmo com que recebeu migrantes, na última década, a região de Ribeirão Preto continuou acelerando o crescimento populacional impulsionado por quem vem de fora, como mostra estudo da Fundação Seade, divulgado nesta quinta-feira (4).

Entre as 15 regiões administrativas (RAs) paulistas, a de Ribeirão apresentou a maior taxa anual de migração paulista na última década, a uma velocidade de 7,58 novos moradores ao ano para cada mil que já existiam. Em todo o Estado, o ritmo foi bem menor, de 1,21.

A cidade de Ribeirão recebeu novos moradores numa velocidade oito vezes maior que o Estado, com 10,09 migrantes anuais para cada mil já estabelecidos.

O estudo foi feito com base nos censos de 2010 e 2000 do IBGE, considerando o número de nascimentos e mortes ocorridos em cada década, explica Sonia Perillo, demógrafa da Fundação Seade. "Como a região de Campinas responde por 80% do volume de migração do Estado, achávamos, intuitivamente, que a cidade com maior saldo seria Campinas, mas Ribeirão está em primeiro lugar."

A região de Campinas foi a única entre as três Regiões Metropolitanas (São Paulo e Baixada Santista são as outras) que prosseguiu com taxa migratória anual alta, de 6,46. O fluxo maior nessa RM, porém, está nos municípios do entorno. "Lá já está ocorrendo o mesmo que na capital, com a população rica deixando os grandes centros urbanos", acrescenta Sonia.

Atrativo por quê?

O crescimento imobiliário é apontado pelos especialistas como um dos atrativos de migrantes para Ribeirão. "Essa movimentação [de novos condomínios] também gera atividades conjuntas", complementa a demógrafa.

Foi atrás desses empregos que o servente geral Cristiano Antunes, 39 anos, veio de Itaobim, na Bahia, para Ribeirão, há dez anos. "Vim para trabalhar em açougue, no corte de cana e na construção", diz.

Nesse período, morou em casa de aluguel e até na Fazenda da Barra, assentamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), até levantar um barraco de madeira, há dois meses, na Nova Portelinha, a mais nova das 41 favelas de Ribeirão. Há cinco dias, ele começou a erigir três cômodos e um banheiro de alvenaria, com a ajuda de amigos do próprio núcleo. "Espero na semana que vem já pôr o telhado e entrar", conta.

 

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