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Quinta, 26 de Janeiro de 2012 - 23h16

Ribeirão tem 11 roubos por dia, aponta estatística

Média de crimes registrada em 2011 foi a maior dos últimos anos e deixa população em alerta

Jucimara de Pauda

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Onze pessoas por dia foram vítimas de ladrões armados em Ribeirão Preto em 2011, num total de 4.138 assaltos. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública foram 3.262 roubos em residências e a pedestres, 854 roubos de veículos, 18 roubos de cargas e quatro roubos a bancos. Na maioria dos casos as vítimas ficaram sob a mira de revólveres e de assaltantes violentos.

Uma das vítimas é a dona de casa Heloise Aguiar. Ao lado da sogra, ela foi roubada por um jovem logo após sair de uma agência bancária na Vila Tibério. O ladrão levou R$ 827.

"Estávamos entrando no carro e ele segurou o braço da minha sogra e pediu a bolsa dela", conta Heloise.
Ela relembra que a sogra apavorada tentou evitar a entrega da bolsa por causa dos documentos, mas foi ameaçada de morte. "Ele colocou o revólver no pescoço dela e disse que a mataria caso ela não entregasse", conta.
O assaltante estava bem vestido e após o assalto saiu com tranquilidade do local. A roupa serviu como "disfarce" e fez com que o ladrão saísse sem ser notado pelas pessoas na rua.

"Hoje ando com medo. Acho que qualquer pessoa pode me roubar. No dia quando ele chegou perto tinha tão boa aparência que achei que ele iria pedir uma informação. Fiquei traumatizada", enfatiza.
Um estudante que teve a casa roubada no Ipirangatambém ficou traumatizado depois do crime. Os ladrões entraram na residência e fizeram toda a família dele refém, inclusive uma criança de sete anos.

"Um deles armado dizia que iria matar todo mundo se não achasse o dinheiro. Ficamos humilhados diante de tanta violência. É horrível ficarmos com esta sensação de insegurança", diz.
Após o roubo, a família colocou trancas na casa e pensa em instalar câmeras e cerca elétrica. "Não quremos mais ser vítimas de roubos", afirma.

Trauma

Para o psiquiatra Mauro Moura Mohan a vítima de roubo fica com sequelas porque após o crime percebe que não existe garantia de segurança na vida.

"As pessoas ficam traumatizadas porque não conseguem lidar com a falta de garantia que tem no mundo. Hoje a gente vive uma tentativa de fazer existir este mundo seguro que não existe", explica.
O médico afirma que a vítima do assalto não deve virar prisioneira do medo.

 

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