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Sexta, 27 de Janeiro de 2012 - 20h12 ( Atualizado em 28/01/2012 - 22h44 )
Chuva de sexta à noite foi a maior em dois anos
A região mais atingida foi a zona norte, onde o ribeirão Preto transbordou e atingiu cerca de 20 casas
Foto: Tiago Morgan / Especial A Cidade
Carro ficou debaixo d´água na Via Norte; veja mais fotos
Em pouco mais de 1h30 choveu 80,9 milímetros em Ribeirão Preto. O temporal caiu na noite desta sexta-feira (27). Segundo a defesa civil foi o maior índice de chuvas dos últimos dois anos. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil fizeram 31 resgates de pessoas em situações de risco durante a chuva.
A região mais atingida foi a zona norte, principalmente nas proximidades da via Norte, onde o ribeirão Preto transbordou e atingiu cerca de 20 casas, segundo o Corpo de Bombeiros. Neste sábado pela manhã muitos moradores estavam limpando as casas que foram atingidas pelas chuvas e algumas ainda continuavam alagadas. Na rua Romero Coró, a casa do pedreiro Laércio Carlos Pereira ainda permanecia alagada. Durante a chuva a água chegou a quase dois metros dentro da residência de Coró. "Não deu tempo de fazer nada, foi muito rápido, só deu tempo de sair. Hoje eu estou mudando para outra casa", explicou o pedreiro que estava carregando o caminhão com o que tinha sobrado dos móveis.
Situação semelhante também passou os moradores do início da rua São Francisco, no Ipiranga, próximo à via Norte. A dona de casa Jeane Anunciação Carvalho, que mora há dois anos no local, teve que sair às pressas da casa com os dois filhos, um de 1 anos e meio e outro de 3 anos. "A água chegou até acima da cintura e tive que sair com as crianças no colo. Eu passei a noite na casa de parentes. Essa não é a primeira vez", contou Jeane.
O professor Gutemberg Elias Fernandes, que também mora na rua São Francisco, disse que enfrenta o mesmo problema há mais de 10 anos. De acordo com ele, a situação piorou com as obras antienchentes na região central.
Além das enchentes na via Norte, também ocorreu alagamento na avenida Paschoal Inhechi, nas proximidades do Corpo de Bombeiros; a lagoa existente no local transbordou e interditou a avenida. Outro problema ocorreu na zona leste, onde parte de uma ponte cedeu. Já na zona oeste, parte do muro de arrimo de um condomínio cedeu e a terra interditou a rua. Foi necessário duas pás carregadeira para liberar a via.
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Mas nada pode deter o interesse de realizar "obras anti enchentes", principalmente ao custo de R$ 10 milhões a cada 900 metros.
Os administradores de hoje moldam a cidade de amanhã.
E daí?
Ninguém se importa.
Nem eles mesmo, pois o Tempo leva todo mundo.
Como a enchente.