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Domingo, 29 de Janeiro de 2012 - 20h35

PM fará operação contra sexo no Morro do São Bento

No período noturno, atos ocorrem em plena rua; durante o dia pessoas se ‘escondem’ na mata

Wesley Alcântara

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Foto: F.L Piton / A CidadeMesmo durante o dia é possível encontrar vários homens que vão ao morro do São Bento em busca de sexo; PM quer inibir práticaMesmo durante o dia é possível encontrar vários homens que vão ao morro do São Bento em busca de sexo; PM quer inibir prática

A Polícia Militar (PM) vai realizar operações para combater a prática de sexo em via pública no entorno do Teatro Municipal e do Santuário da Sete Capelas no Morro do São Bento, zona Norte de Ribeirão Preto.

O local é frequentado principalmente por homens que não demonstram qualquer receio de serem flagrados e fazem sexo na calçada, debaixo de árvores ou no interior de veículos, principalmente à noite.

Durante o dia, porém, várias pessoa frequentam o local, e se "escondem" na mata, que fica próxima a várias repartições públicas.

O major da PM Luis Henrique Usai afirma que o policiamento será intensificado no local, em conjunto com outras operações preventivas já desencadeadas na avenida 13 de Maio, como o combate ao racha e embriaguez ao volante.

"Fazer sexo em local público é crime. Vamos intensificar a ronda. Não se pode permitir tal conduta", diz.

A lei prevê pena de detenção de três meses a um ano ou pagamento de multa pela prática de ato obsceno em lugares públicos, aberto ou exposto ao público. "Se um casal está fazendo sexo dentro do carro em via pública e outra pessoa do lado de fora consegue enxergar, a lei considera crime. A mesma regra vale se o casal está na garagem da sua casa. Serão presos em flagrante".

No caso de pessoas flagradas dentro de carros, o policiamento também deve verificar se os documentos do veículo estão em dia.

Quem vai ao morro?
A reportagem apurou que frequentam o Morro do São Bento homens das classes média e alta, sendo a maioria casados. Como forma de despistar a polícia, eles usam carro de luxo.

O supervisor da Guarda Civil Municipal, André Tavares, explica que o órgão tem dificuldades para agir, já que a Constituição garante ao cidadão o direito de ir e vir. "Se eles ficam parados no entorno dos prédios públicos, não podemos impedir", diz.

Tavares afirma que guardas municipais já chegaram a intensificar o patrulhamento no Morro do São Bento, devido uma onda de furtos.

Segundo o major Usai, quem vai ao morro a procura de sexo corre vários riscos. "A chance dessas pessoas serem vítimas de assalto ou até de latrocínio [roubo seguido de morte] é alto", alerta.

Preservativos e roupas íntimas ficam pelo chão
Antes de entrarem na mata, a maioria dos frequentadores do Morro do São Bento disfarça para não chamar a atenção de populares. Depois, quando percebem que não estão sendo vistos, seguem pelas trilhas até as clareiras abertas, onde ocorrem as relações sexuais. Durante a última semana, a reportagem do A Cidade percorreu parte dessas trilhas e encontrou muitos preservativos jogados no chão, além de roupas íntimas.

Ao menos dez homens estavam em pontos diferentes da mata aguardando seus parceiros. Para atrair quem se aproxima, eles passam as mãos ou exibem os órgãos genitais.

Em outubro do ano passado, um homem de 45 anos foi encontrado morto pela polícia, depois de uma denúncia anônima.

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  • 3 Comentários
  • por ANDRE RIBEIRO, em 30 de Janeiro de 2012 às 10:40 Este tipo de operação deve visar toda a cidade.
  • por Aristides Marchetti Filho, em 30 de Janeiro de 2012 às 06:35 Em 1993, o jovem Ulisses, que era nosso aluno no antigo Colégio Campos Eliseos foi degolado naquele local, crime até hoje não elucidado.
    Em ano eleitoral, o poder de plantão deseja transformar Ribeirão Preto em um paraíso idílico, o que Ribeirão Preto definitivamente não é mais.
    Tornou-se sim, uma curva de rio, aonde a especulação desmedida atraiu todo o tipo de enroscos.
    É notório o apelido de Ribeirão por aí: Brasilinha!
  • por Aristides Marchetti Filho, em 30 de Janeiro de 2012 às 06:32 O Morro do São Bento, lugar histórico de Ribeirão Preto, onde está abrigado o maior e mais valioso acervo religioso e cultura de Ribeirão Preto, a Sete Capelas, com a Secretaria Municipal da Educação instalada no Mosteiro do São Bento, é, há décadas, o maior prostíbulo homosexual a céu aberto que existe.
    Vários homicídios ocorreram no local.
    A permanência dessa situação, e as constantes investidas infrutíferas das autoridades, denotam alguma espécie de conivência.
    A conferir.
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