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Domingo, 29 de Janeiro de 2012 - 20h43

Transferência deve minimizar espera no Hospital das Clínicas

Após a longa greve ocorrida em 2011, falta de anestesistas se torna dilema para hospital

Mariana Lucera

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Foto: Weber Sian / A CidadeMara é de Olímpia e espera por cirurgia no HC de RibeirãoMara é de Olímpia e espera por cirurgia no HC de Ribeirão

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC) quer transferir as cirurgias de baixa e média complexidade para outros hospitais estaduais da região. O objetivo é desafogar o número de cirurgias em espera e ajudar a por em dia as cirurgias adiadas por conta da greve dos médicos-assistentes, que durou de junho a dezembro de 2011.

O superintendente do HC, Marco Felipe de Sá diz que mesmo sendo um hospital terciário, muitas cirurgias de casos de baixa e média complexidade são encaminhados para lá.

"Essa transferência é independente dos resultados da greve. Fila de espera para cirurgia sempre vai ter e tem em qualquer hospital", diz Sá. Cerca de três mil cirurgias ainda devem ser remarcadas por conta da greve.

O superintendente confirma a falta de anestesistas. Porém, cinco profissionais foram contratados e devem começar a trabalhar em fevereiro. Um novo concurso com outras seis vagas está aberto e as inscrições se encerram hoje.

Ao todo, o hospital tem 44 profissionais e deve chegar a 55 com o final das contratações, o que o superintendente considera adequado, desde que os anestesistas cumpram as escalas de plantões de 12h.

O drama da espera
A paciente Mara Batista da Silva, 50 anos, está afastada do trabalho há mais de dois anos porque precisa de uma cirurgia no quadril que deveria ter sido feita no primeiro semestre de 2011, mas foi adiada por conta da greve. No retorno dessa semana, Mara diz que foi informada que a fila de espera é grande e ainda não há previsão de quando ela deve passar por cirurgia.

"Cheguei a fazer os exames pré-operatórios e ai chegou a greve, meu retorno é só para julho, vou esperar até lá sem data para a operação", conta Mara.

A paciente é moradora de Olímpia, teve artrite reumatoide e sofre de um desgaste no osso e já chegou ao HC com necessidade de cirurgia há dois anos. "Vivo a base de analgésicos, não há o que fazer, só a cirurgia."

Greve terminou oficialmente há uma semana
A greve dos médicos-assistentes do HC de Ribeirão Preto começou no dia 29 de junho do ano passado e terminou oficialmente na última segunda-feira, 23, quando o acórdão da decisão do Tribunal Regional do Trabalho foi publicado no Diário Oficial. Antes disso, em meados de outubro, vários médicos assistentes já estavam trabalhando normalmente no hospital. O acordo foi realizado em dezembro, no Tribunal Regional do Trabalho, e a publicação do acórdão não alterou a rotina dos últimos dias.

Os motivos que levaram os médicos à greve foi o pedido de equiparação salarial com os profissionais da Mater e do Hospital Estadual, que também são administrados pelo Estado.
Apesar do tempo de paralisação, a categoria não teve as reivindicações atendidas, mas o Tribunal considerou o movimento dos médicos legítimo.

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  • 1 Comentário
  • por ANDRE RIBEIRO, em 30 de Janeiro de 2012 às 10:44 Houve uma incompetência de todas as esferas governamentais para sanar o problema da greve dos médicos assistentes no hcrp. Esta incompetência continuo na hora de apurar os responsáveis, foram culpados os médicos, mas quem foi penalizado foi o povo que alem de ser cobaia dos aprendizes paga os salários de todos.
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