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Segunda, 30 de Janeiro de 2012 - 14h20 ( Atualizado em 30/01/2012 - 22h31 )
Polícia Rodoviária apreende 1,1 tonelada de queijo em Brodowski
Mercadoria era transportada de maneira irregular, no porta-malas de um ônibus
Foto: Matheus Urenha / A Cidade
Queijo era levado de São Paulo para Minas Gerais dentro do bagageiro de ônibus, sem qualquer tipo de refrigeração
Mais de uma tonelada de queijo foi apreendida nesta segunda-feira (30), na rodovia Cândido Portinari, em Brodowski. Os queijos foram comprados no bairro do Brás, em São Paulo, e estavam sendo transportados em um ônibus para a cidade de Pirapora (MG).
Segundo o soldado da Polícia Rodoviária de Brodowski, Marcos Paulo Belarde, os queijos estavam armazenados no bagageiro do veículo, sem refrigeração.
"Nós estávamos fazendo uma fiscalização de rotina. Fizemos primeiro uma vistoria interna e depois no bagageiro, onde foram encontrados os queijos", afirma.
Ainda segundo o policial rodoviário, a documentação do veículo de turismo estava em ordem, o problema era o transporte irregular dos laticínios. "Eles percorreriam uma distância de mil quilômetros sem nenhum tipo de refrigeração", comenta o policial.
O motorista Jocelino Alves da Silva Júnior disse que não era o responsável peloa carga. "Eu só estava transportando", afirma.
Segundo a chefe da Vigilância Sanitária de Brodowski, Luciana Guimarães Silva Marchio, o motorista responderá pelo transporte clandestino, já que nenhum passageiro se responsabilizou pelo produto. "Ele será autuado e a multa pode chegar a R$ 40 mil. O caso será investigado pela Delegacia", explica Luciana.
A maior parte do queijo apreendido apresentava embalagem com data de validade e nome da empresa. Os queijos eram do tipo Minas Frescal, da fábrica Arca, de Patos de Minas, e Ricota Fresca, da marca Ordenha de Guarujá do Sul (SC). Porém, havia algumas peças embaladas apenas em um saco plástico sem informação. Todos os 1.100 quilos de queijo seriam levados para o aterro sanitário.
O ônibus transportava 17 passageiros. Eles tiveram que aguardar até que os queijos fossem eliminados para continuar a viagem. Ney Rodrigo de Souza, 29 anos, estava em Cajuru visitando a irmã e seguia para Porteirinha-MG. "Eu nem sabia que no ônibus tinha isso tudo de queijo. E agora tenho que ficar aqui esperando nesse calor", afirmou o passageiro, lamentando a demora.
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