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Sexta, 03 de Fevereiro de 2012 - 23h22
TJ estuda segurança terceirizada no Fórum de Ribeirão
Com poucos servidores, controle da porta giratória é realizado de maneira precária
Foto: Matheus Urenha / A Cidade
Terceirizados devem tornar fórum um local mais seguro
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) estuda contratar uma empresa de segurança terceirizada para atuar no Fórum de Ribeirão Preto.
Com a falta de vigias concursados, as duas portas giratórias com o sistema de detectores de metais acabam tendo ineficientes.
O diretor administrativo do Fórum, o juiz Sylvio Ribeiro de Souza Neto, confirma que a porta giratória fica desativada devido à falta de funcionários. "É uma deficiência que nós temos, que é real. Quando vier a vigilância terceirizada, ela dever ser solucionada", diz.
Ao menos duas mil pessoas circulam pelo prédio por dia, sem qualquer restrição na porta de entrada.
Porém, para compensar a falta de vigilantes, o Fórum conta com a atuação de policiais militares, que fazem patrulhamento no entorno das salas de audiência. O fórum conta com câmeras internas, mas o sistema também precisa ser aperfeiçoado.
Em fevereiro de 2011, um homem de 39 anos chegou para a audiência com uma faca escondida.
Réu em um processo de roubo a um supermercado, Leonildo Calsini foi desarmado por um policial militar, que o revistou ao perceber que estava com comportamento alterado.
Problema em todo Estado
Questões envolvendo a falta de segurança nos fóruns paulistas ganharam repercussão depois do atentado contra uma juíza de Rio Claro, no dia 12 de janeiro deste ano.
Uma bomba explodiu e feriu dois funcionários do órgão. O artefato estava em um pacote e havia sido endereçado à juíza Cynthia Andrauss Carreta.
Em outros fóruns da região de Ribeirão, a segurança também é precária. Após o atentado em Rio Claro, a reportagem do A Cidade percorreu alguns prédios.
Na ocasião, a repórter entrou em um Fórum com um pacote, andou pelo corredor, entrou no banheiro, saiu e pediu uma informação. Ela só foi questionada sobre o pacote quando pediu para entregá-lo à juíza.
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É claro que isso favorece as "empresas terceirizadas".
Não são servidores públicos, não se incluem no sistema com o poder de polícia, não podem alegar desacato.
Empresas terceirizadas no modelo neo liberal são fonte de lucro imenso para os seus donos.
O Estado vem falhando até em questões fundamentais de sua alçada, tal como a segurança.
Novos tempos.
O erário público paga.