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Quarta, 08 de Fevereiro de 2012 - 23h35

Espera por vaga em hospital supera duas semanas

Família de paciente de Taquaritinga entrou com pedido na Justiça, mas ainda não conseguiu leito

Jucimara de Pauda

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A dançarina Gislaine Ferreira Piassa, 26 anos, tenta há duas semanas uma vaga para ser internada em Taquaritinga ou no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto sem sucesso. Segundo a família, ela sente fortes dores na barriga e tem sido medicada com morfina.

A família de Gislaine já entrou com um mandado de segurança na Justiça e com uma ação de indenização por danos morais contra o médico que fez a cirurgia em seu abdome e contra a Santa Casa de Taquaritinga. "Ela foi vítima de erro médico e agora outros médicos da cidade não querem colocar a mão nela. Ela tem sofrido com a falta de atendimento e por isto entramos com uma ação na Justiça pedindo a internação dela o mais rápido possível", diz o advogado Cesar Augusto Moreira.

Após ficar quatro dias no pronto-socorro de Taquaritinga, Gislaine foi enviada nesta quarta-feira (8) para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas ela não conseguiu ser internada. "Chegamos no HC às 7h30 e eles disseram que não poderiam fazer nada porque não havia vaga e ninguém havia marcado nada", afirma Virginia de Cassia Vidote Mamente, amiga da jovem.

Ela não se conforma com o estado da garota que sonhava ganhar a vida como dançarina. "Eles não dão atenção a ela. Quem vê ela tem vontade de chorar, era uma moça cheia de vida." O drama de Gislaine começou em 2008. Um ano depois ela começou a sentir dores na barriga.

"Eu perco sangue e um líquido que tem muito mau cheiro. cirurgia não deu certo e agora nenhum médico da minha cidade quer me atender. Para passar a dor fico dopada. Eles dão morfina", afirma.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Taquaritinga, que não retornou as ligações. Wilson José Divoglio, administrador da Santa Casa de Taquaritinga, diz que não foi informado sobre o caso. "Não tenho nada a dizer".

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, no dia 7 de fevereiro deste ano foi pedida uma vaga para o setor de regulação do Estado e Gislaine passou por atendimento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto que avaliou o histórico e chegou conclusão que o caso dela não era de urgência e ela estava estável e com condições de fazer o tratamento em Taquaritinga.

 

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