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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012 - 20h40
Zona Norte é mais populosa de Ribeirão Preto
Com 1.800 habitantes por hectare, o dobro da média da zona Sul, região Norte pede novas soluções
Foto: F.L.Piton / A Cidade
Novos apartamentos atrairão outros moradores e exigirão uma infraestrutura que não existe
O Cristo no monte das Oliveiras é o primeiro marco do novo eixo de crescimento urbano de Ribeirão. "Nos próximos 20 anos, a cidade vai crescer em tudo isso aqui", afirma o secretário de Planejamento do município, Fernando Piccolo, desenhando imaginariamente um triângulo reto entre o anel viário Norte e o córrego da Macaúba. (Imagine o ângulo entre os catetos. É quase lá em que Cristo está).
Esse "triângulo" hipotético vai da rodovia Anhanguera (onde estaria outro cateto) até a região do terminal da Petrobras, já na parte superior da zona Oeste, num traçado entre o Noroeste e o Oeste, explica o secretário. "A área toda tem 20 quilômetros quadrados, informa.
Numa comparação ligeira, equivale a um quarto de todos os bairros que configuram a zona Norte.
Necessidades
Para baixo dos catetos, porém, a densidade demográfica ainda aumenta e há muito o que ser feito, dizem os moradores.
"Há terrenos que deveriam ser praças e ainda estão com mato. E na hora em que os predinhos ficarem prontos, não vai ter vaga para tanto estudante", calcula dona Vilma Cassiano, 56 anos, moradora há 18 anos no Parque das Andorinhas, bairro da lateral esquerda da Via Norte, no sentido rodovia.
Ela se refere aos mais de 370 apartamentos que a CDHU ergueu no bairro vizinho Eugênia Mendes Lopes, onde mais 300 devem ser construídos no futuro.
Dona Vilma diz que os vizinhos foram se virando para levar o que precisasse, ao bairro. Cada um fez o que pôde, deu sua contribuição, ao mesmo tempo que garantiu uma nova fonte de renda. Como qualquer pioneiro.
Ela, por exemplo, abriu uma venda na frente de casa, em que vende hortifrútis, doces, bolachas, lataria. "Vem gente a qualquer horário", comenta.
Expansão comercial
Além dos pequenos, a região toda ganhou mais comércio na última década, concentrando os empreendimentos maiores no entorno de avenidas como Ivo Pareschi e Ettore e Aurora Coraucci.
Foi um movimento semelhante ao que ocorreu na rua Demétrio Chaguri, no Simioni, na banda direita e mais antiga da Via Norte.
No local, o comércio é tão ativo e diverso que há desde filial de uma grande rede de venda de motocicletas, a supermercados, drogarias e agência bancária. Tudo isso agora precisa ser consolidado com melhorias de infraestrutura e equipamentos de lazer.
Leia a reportagem completa na edição impressa do A Cidade deste domingo ou acesse aqui a versão digital.
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