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Agente penitenciário é suposta vítima do PCC

Vítima de 42 anos trabalhava como segurança em um posto de combustíveis e levou seis tiros

05/09/2012 - 00:00

Jacqueline Pioli

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Um agente penitenciário de Ribeirão Preto, de 42 anos, executado com seis tiros enquanto trabalhava como segurança de um posto de combustíveis no Jardim Interlagos, zona Leste, na noite desta terça-feira (4), é uma suposta vítima de integrantes do PCC, facção que domina os presídios. A suspeita é de outros agentes penitenciários, que afirmaram que o objetivo dos criminosos é executar policiais que trabalham à paisana. Outros dois homens foram baleados de raspão.

Na noite desta quarta-feira (5), três dos seis participantes da morte do agente penitenciário foram presos em um bar no bairro Cândido Portinari, zona Leste.

As câmeras de segurança do posto filmaram dois homens chegando ao local, a pé. Eles jogaram uma garrafa de vidro no chão e dispararam contra as vítimas. Paulo Cesar da Silva Souza foi atingido no abdome com balas de calibre 380 e 9 mm. Ele morreu no local.

Um supervisor, de 45 anos, e um escriturário, de 47 anos, que conversavam com Paulo, também foram atingidos de raspão, mas passam bem. Segundo testemunhas, a dupla fugiu em um Polo preto. Policiais militares os perseguiram, mas os ocupantes abandonaram o veículo e fugiram.

Este foi o 49º assassinato em Ribeirão Preto neste ano. O número já é maior do que o registrado durante todo o ano de 2011, quando 48 pessoas foram mortas.

Ameaças

Amigos do agente penitenciário que foi executado afirmaram à reportagem do A Cidade que ele, assim como outros agentes, já vinham sofrendo ameaças de ex-presidiários, que seriam ligados ao PCC. "No domingo, um disciplina [líder do tráfico] da Vila Abranches passou no posto dizendo que os agentes humilham muito os presos e que ele ia levantar todos os PMs que trabalham à paisana nos ‘bicos’ e ia derrubar todo mundo", disse um colega de Paulo.

"Ele era trabalhador. Nunca teve nenhum problema com presos. Foi uma covardia", disse outro amigo.

Segundo depoimento da esposa da vítima à polícia, Paulo era ameaçado por traficantes de drogas do Jardim Paulista, zona Leste.

 

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