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Consumo de crack cresce 10% ao ano em Ribeirão Preto

Álcool ainda é líder em internações, mas o crack tem crescimento mais rápido e efeito mais desvastador

22/09/2012 - 00:00

Mariana Lucera

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Ao ano, o consumo de crack em Ribeirão Preto cresce 10%. Segundo a Coordenadoria Municipal de Saúde Mental, 30% das internações para dependentes químicos da cidade correspondem a casos de usuários de crack em surto.

A estimativa é a mesma para o consumo da droga no país, segundo o coordenador da saúde mental de Ribeirão Preto, Alexandre Souza Cruz. Os dados são do médico Ronaldo Laranjeiras, especialista em problemas com dependência química, que alerta que logo o crack será a principal causa de internação na cidade.

"Ainda não são os casos que geram mais internação, mas com o tempo vão se tornar. Hoje o maior problema de drogas na cidade ainda é o álcool e cocaína, mas o efeito do crack é mais brutal do que qualquer outra droga e em cinco anos de uso o paciente fica bastante debilitado, com a saúde muito comprometida", explica Cruz.

Homens jovens
Segundo o coordenador, os maiores usuários da droga são homens, na grande maioria, com uma média de dez homens usuários para uma mulher. A faixa etária também é jovem, dos 20 aos 30 anos, mas o consumo em pessoas com mais de 60 anos também tem aumentado.

A droga em relação à "qualidade" da saúde dos usuários é a pior em relação a cocaína. "O efeito do crack é mais devastador porque vai direto para os pulmões e para o cérebro, ao contrário da cocaína que tem uma parte retida na mucosa. Além disso, o crack é a droga em que ocorre do paciente ficar um ou dois dias em uso contínuo", explica.

Mais da metade
De acordo com comunidades terapêuticas ouvidas pela reportagem, de cinco internações por uso de drogas em Ribeirão Preto, de duas a três são pelo uso do crack. "O importante é se trabalhar com prevenção, principalmente em escolas, porque internação não é a única forma de tratamento, mas muitas vezes elas são necessárias", afirma Cruz.

Número de clínicas quase dobra em 3 anos

Ribeirão Preto registrou um aumento expressivo no número de clínicas e comunidades terapêuticas para tratamento de dependentes químicos nos últimos três anos. Hoje, são pelo menos 20 unidade registradas na lista da Vigilância Sanitária, segundo informações do coordenador da Saúde Mental do município, Alexandre Souza Cruz. Destas, mais da metade surgiram nos últimos três anos.
O aumento reflete a maior procura de familiares por internação particulares, uma vez que os leitos estaduais e municipais para a saúde mental é de 56 leitos para a região.

No Brasil

Estudo do Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou o Brasil como o maior mercado mundial do crack e o segundo maior de cocaína. O levantamento aponta ainda que o País representa 20% do consumo mundial do crack. A cocaína fumada (crack e oxi) já foi usada pelo menos uma vez por 2,6 milhões de brasileiros, representando 1,4% dos adultos.

 

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