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Sábado, 26 de Junho de 2010 - 18h30 ( Atualizado em 28/06/2010 - 11h09 )

Aviação agrícola ensaia avanço

Uso de aeronaves nas pulverizações diminui o desperdício de agrotóxicos. Modelo básico custa R$ 650 mil

Delcy Mac Cruz

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Foto: DivulgaçãoModelo de aeronave produzida pela Neiva, empresa pertencente à Embraer e com fábrica instalada em BotucatuModelo de aeronave produzida pela Neiva, empresa pertencente à Embraer e com fábrica instalada em Botucatu

O uso de aviões para aplicar agroquímicos tem muito a crescer na agricultura regional.


A pulverização por tratores predomina, embora, segundo levantamento do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o emprego da aviação seja mais eficaz e econômico.


O mercado de aviação agrícola cresce a uma taxa anual de 8% no país. Conforme Júlio Kämpf, presidente da entidade, é possível mais do que dobrar esse percentual.


"Por questões culturais, o empresário rural acostumou-se à pulverização por tratores, e os bancos o incentivam a tomar empréstimos e a imobilizar máquinas", diz.


Diante uma situação dessas, o mercado de aviação acomodou-se com um só fabricante nacional (a Neiva, da Embraer), espera pela homologação de outros e opera o restante dos negócios com a importação de aeronaves.
Ainda assim, o mercado mundial do setor está praticamente nas mãos de cinco fabricantes.

Reflorestamento
Kämpf aposta em uma situação favorável ao setor. Um dos motivos é o uso da aviação agrícola na gestão de reflorestamentos, nicho que irá crescer com o novo Código Florestal, atualmente em discussão no Congresso Nacional.


Estudo do Sindag aponta que o emprego de aviões também crescerá junto a serviços como aplicação de inseticidas no combate à dengue.


À espera
"O problema é que nesse caso o setor depende de liberação do governo federal, e ainda esperamos pelo aval", comenta Kämpf.


Há também outro nicho ainda em fase inicial: usar aviões no combate a incêndios de plantações de grãos e de cana-de-açúcar.

Curto prazo
Independente da burocracia ou da entrada do novo Código Florestal, o mercado de aviação agrícola tem como avançar no curto prazo.


"Somente nos últimos anos o setor tem crescido junto à citricultura e a cafeicultura, e na cana-de-açúcar, o potencial é muito grande porque é preciso aplicar adubos e defensivos, e, se fizer as contas, o produtor penderá para as aeronaves", diz.

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