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Ribeirão Preto, 02 de Setembro de 2010

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Quinta, 29 de Julho de 2010 - 11h17

Riscos de inflação caem, diz Copom

Especialistas dizem, porém, que atividade econômica brasileira está em ritmo menos intenso

Agência Brasil

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) destaca que são decrescentes os riscos para a consolidação de um cenário de aumento da inflação. Esses riscos, afirma o comitê, são derivados da expansão da demanda doméstica por bens e serviços, em descompasso com a oferta.

"É plausível afirmar, entretanto, que os fatores de sustentação desses riscos mostram desaceleração na margem", diz a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta quinta-feira (29). A ata traz a justificativa para o abrandamento do aperto monetário. Na semana passada, o comitê elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto percentual para 10,75% ao ano, depois de duas elevações de 0,75 ponto percentual em abril e em junho deste ano. O Copom eleva a Selic para controlar a inflação, em ambiente de aquecimento da economia.

Na ata, o Copom destaca que houve recuo nas projeções de inflação. "O Copom considera que esse processo deva ser intensificado e, para tanto, precisam ser revertidos os sinais de persistência do descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas, que, em última instância, tendem a aumentar o risco para a dinâmica inflacionária."

Nesse sentido, afirma a ata, "a postura de política monetária deve ser ajustada, haja vista que essa iniciativa contribui para a convergência entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta".

O Copom também avalia que a atividade econômica brasileira está em compasso menos intenso do que o observado no início do ano.

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