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Segunda, 06 de Setembro de 2010 - 16h20

Projeção do mercado financeiro para crescimento da economia sobe a 7,34%

Números foram divulgados pelo boletim Focus, do Banco Central

Agência Brasil

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A projeção dos analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano subiu de 7,09% para 7,34%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC).

Para 2011, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país, foi mantida em 4,5%.

Na última sexta-feira (3), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB teve crescimento recorde de 8,9% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009.

Segundo o instituto, parte desse crescimento pode ser explicada porque o primeiro semestre do ano passado (base de comparação) teve uma queda recorde de 1,9%. No segundo trimestre deste ano, a economia cresceu 1,2%, em relação aos três meses anteriores. A expansão do segundo trimestre de 2010 foi de 8,8%, na comparação com o mesmo período de 2009.

O boletim Focus também traz a expectativa para o crescimento da produção industrial, que caiu de 11,47% para 11,37%, em 2010. Para o próximo ano, a previsão de expansão foi mantida em 5%.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 40,73% para 40,80%, em 2010, e permaneceu em 39,50%, em 2011.

A expectativa para a cotação do dólar caiu de R$ 1,80 para R$ 1,79, ao final deste ano, e de R$ 1,85 para R$ 1,83, em 2011. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permaneceu em US$ 15 bilhões, neste ano, e passou de US$ 8,18 bilhões para US$ 8,68 bilhões, em 2011.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a projeção foi alterada de US$ 49,96 bilhões para US$ 50 bilhões, para este ano, e permaneceu em US$ 58 bilhões, para 2011.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permaneceu em US$ 30 bilhões, neste ano, e em US$ 38 bilhões, em 2011.

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