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Quarta, 16 de Novembro de 2011 - 23h32
Nilza pagará dívida em 24 vezes após decisão de assembleia
Diretoria da controladora Airex Trading promete retomar a produção da companhia em janeiro
Foto: Matheus Urenha / A Cidade
Participantes da assembleia desta quarta-feira, na sede do sindicato dos trabalhadores: proposta aprovada
Os ex-funcionários da Indústria de Alimentos Nilza vão receber os R$ 5,2 milhões de dívidas trabalhistas em 24 parcelas.
Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (16), 23 dos 45 participantes decidiram aceitar o parcelamento proposto pela Airex Trading, que controla a empresa. Dos demais presentes, 16 negaram a proposta e seis se abstiveram.
O dinheiro será depositado em juízo e para chegar às contas dos trabalhadores dependerá de decisão do juiz da 4ª Vara de Ribeirão Preto, Héber Mendes Batista, que administra o processo da processadora de leite. Oficialmente, a Nilza está com falência decretada desde janeiro deste ano pelo próprio juiz da 4ª Vara. O motivo é suspeita de fraude na venda da empresa. A decisão, no entanto, foi anulada no Tribunal de Justiça e há recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Enquanto isso, a Airex anunciou que irá retomar a produção da Nilza. "A empresa reabre no começo de janeiro", afirmou a advogada da empresa, Renata Ribeiro Silva.
Proposta
Segundo a advogada, a reabertura ocorreria com ou sem a aprovação da proposta pelos funcionários.
É que, mesmo se a falência for decretada, será necessário um período de cerca de dois anos, em que o controlador poderá operar a fábrica. O período de dois anos é avaliado até uma provável venda dos ativos para início de pagamento dos credores.
A empresa está sem funcionar desde abril deste ano e a assembleia desta quarta-feira beneficia os cerca de 200 funcionários que aprovaram o pedido de recuperação judicial em 2009.
Estão de fora outros 300 colaboradores de Ribeirão e da unidade de Itamonte (MG).
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Menos de 30% dos ex-funcionários participaram. E pior, a participação da AIREX não foi nem informada (com antecedência) como convidada a participar da Assembléia, tanto pelos ex-funcionários, bem como no edital. É deplorável o que se tornou hoje o Sindicato de alimentos em Ribeirão Preto, com seu diretor contando historinha para amedrontar os ex-funcionários e coagi-los a votar a favor. Instrumentos de pura chantagem!