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Quinta, 26 de Janeiro de 2012 - 22h57

Empréstimo para eliminar dívida deve ter juro de até 4%

Em caso de débito de valor mais elevado, ideal é reduzi-lo antes de ir ao banco

Luciene Garcia

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Quem tem dívidas neste início de ano acima de R$ 10 mil, e não possui como arcar com a pendência, deve levantar pelo menos metade do montante e negociar o restante. Conforme especialistas, quanto menor for o saldo da dívida, menos juros o consumidor pagará.

"Se a dívida for alta, a pessoa deve vender um bem ou mesmo trocar um carro mais caro por outro de menor valor para negociar o restante", diz Roberto Vertamatti, diretor de Economia da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac).
Independentemente do valor da dívida, os economistas desaconselham usar o cartão de crédito e o cheque especial, modalidades que cobram juros mais altos, de 10,5% e 8,5% ao mês, respectivamente.

Para Flavio Estaiano, especialista em indicadores econômicos, a dica é pedir desconto no pagamento à vista, buscando o crédito bancário, que sai por 2,5% no mercado, juros menores que o cobrado pelas lojas e pelas financeiras ligadas a elas.

Para quem deve R$ 1 mil, explica, uma loja cobraria por uma mercadoria o valor total já parcelado com juros embutidos, o que daria R$ 1.450. "Se o valor das parcelas é pequeno e a pessoa pode nem ‘sentir’ no bolso, ela estará pagando 45% a mais, valor que pode servir para pagar dívidas", compara.
Segundo Vertamatti, uma opção é parcelar as contas de início do ano, como IPVA e IPTU.

 

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