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Quinta, 02 de Fevereiro de 2012 - 22h31

Venda de carros 0km cai 7,38% em Ribeirão Preto

Redução de incentivos como o IPI ajuda a explicar a queda

Luciene Garcia

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As vendas de carros novos em Ribeirão Preto começaram no vermelho em 2012. Os emplacamentos de veículos novos nacionais e importados foram 7,38% menores na comparação com janeiro de 2011. Os números são da Fenabrave (Federação Nacional de Revendedores de Veículos).

Para o economista e consultor Antônio Fernandes, o desempenho inferior na comparação com janeiro de 2011 se explica pelos incentivos que o consumidor deixou de ter neste ano, como redução da alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

"No ano passado, nesta época, o governo concedeu mais incentivo e o consumidor trocou carros usados por novos, o que não ocorreu em janeiro deste ano", comenta.

Conforme a Fenabrave, em janeiro de 2012 as concessionárias em Ribeirão Preto venderam  1.419 unidades de veículos novos, contra 1.532 em igual período deste ano.

No segmento de caminhões, o desempenho nas vendas de novos em 2012 caiu praticamente pela metade: 44 unidades emplacadas em janeiro de 2012 contra 44 no primeiro mês de 2011, diferença de -43,59%.

Em contrapartida, os emplacamentos de motocicletas cresceram 1,82%  no mês passado ante janeiro de 2011.

Os números da Fenabrave mostram que foram vendidas 615 unidades em janeiro passado e  604 em janeiro de 2011.

"Ribeirão Preto tem uma grande frota de motocicletas e o custo de uma moto chega a um terço do valor de um carro", explica o economista.

 

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  • 1 Comentário
  • por Aristides Marchetti Filho, em 03 de Fevereiro de 2012 às 06:37 Os que "podiam" comprar já compraram.
    Agora o mercado deve esperar que o indivíduo troque um carnê por outro.
    Isso às vezes demora algum tempo.
    Enquanto isso assistimos a uma população recalcada, exibindo pela ruas veículos financiados a perder de vista, o qual dá a esse indivíduo a sensação de vitória em um modelo capitalista.
    Em muitos casos, o sujeito exibe o carro como um diploma, como algo que foi conquistado "propriedade exclusiva do Genésio", a duras prestações de R$ 499,00, e geladeira vazia.
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