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Sábado, 04 de Fevereiro de 2012 - 19h05 ( Atualizado em 04/02/2012 - 17h39 )

Comerciantes dependem de usina em Sertãozinho

Incerteza sobre futuro da Albertina aflige os donos de lojas e de mercados do distrito de Cruz das Posses

Aline Bonilha

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Foto: F.L Piton / A CidadeJosé Luiz Perna, no supermercado: em ritmo de expectativaJosé Luiz Perna, no supermercado: em ritmo de expectativa

No pequeno distrito Santa Cruz das Posses, em Sertãozinho, não são apenas os funcionários da vizinha Usina Albertina que vivem a agonia da espera pelas decisões sobre a empresa. A apreensão é partilhada também pelos comerciantes locais.

A economia do distrito, que possui estimados 8 mil moradores, depende quase 100% do setor sucroenergético. Além da Usina Albertina, que está em processo de recuperação judicial desde 2009, Cruz das Posses está bem próximo da Usina Santo Antonio, do Grupo Balbo, e da antiga Galo Bravo, já no município de Ribeirão Preto.

A Santo Antonio opera normalmente e se prepara para iniciar a safra 2012-2013 nos próximos meses. Já a Galo Bravo foi desativada e a Albertina gera incertezas.

Segundo a assessoria de imprensa, não é possível saber se a fábrica realizará safra neste ano, ou seja, se terá o ciclo de moagem de cana, que normalmente vai de abril a dezembro, quando as usinas operam durante as 24 horas do dia para fabricar açúcar e etanol.

Dono de pequeno supermercado no distrito há 46 anos, o comerciante José Luis Perna teme que os problemas, já vividos, voltem a ser repetidos.  "Na época em que a usina Galo Bravo fechou, perdi cerca de R$ 15 mil com cheques de funcionários que voltaram", diz. "Por enquanto, nada mais grave aconteceu, mas a gente vive a expectativa de mais problemas".

Os cerca de 650 funcionários da Albertina estão parados, e, mesmo recebendo salários, a situação, conforme comerciantes, reflete no ritmo de vendas. "O movimento este mês está mais fraco em 30%", calcula Perna. A queda, estima, pode ser explicada pelos atrasos nos pagamentos.

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