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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012 - 20h00

Mulheres avançam como metalúrgicas em Sertãozinho

Elas participam mais dos cursos de capacitação oferecidos na cidade e muitas preferem trabalhar na área de solda

Aline Bonilha

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Foto: Matheus Urenha / A CidadeJanete integra a equipe de soldadoras da EquipalcoolJanete integra a equipe de soldadoras da Equipalcool

Tradicional reduto profissional do sexo masculino, as empresas fornecedoras de serviços para usinas e destilarias de etanol de Sertãozinho se abrem também para as mulheres.

A presença delas começou de forma tímida e já tem quase uma década. Levantamento do Sindicato dos Metalúrgicos da cidade revela que as mulheres representam 1% do total de trabalhadores do setor.
Trabalham nas mais de 500 empresas do setor de Sertãozinho cerca de 5 mil profissionais. A partir da estimativa do sindicato, as mulheres representam 50 desse quadro de vagas.
Embora enxuto, o número de metalúrgicas segue estável. E tende a crescer. "As mulheres buscam qualificação e, entre os cargos que mais preferem, está o de soldador", diz Élio Cândido, presidente do sindicato dos metalúrgicos.

Os responsáveis pela contratação argumentam sobre a sensibilidade e cuidado que o sexo feminino tem na soldagem.
A primeira empresa a abrir espaço para as mulheres em Sertãozinho foi a Equipalcool, há cerca de 10 anos. Hoje, a empresa conta com sete soldadoras.
Segundo o diretor administrativo-financeiro da empresa, Orlei Bernuzzi, as mulheres assumem cada vez mais funções executivas e operacionais no mercado, com a mesma competência que os homens.

"As empesas que ainda não perceberam isso, perdem", afirma o executivo. "Nós trabalhamos com metas de desempenho, qualidade e produtividade e as mulheres do setor fabril se equiparam aos nossos colaboradores, mas notamos que são mais minuciosas".

"O serviço bruto e pesado não tem amedrontado as mulheres, creio que existe espaço para todos, ainda mais diante da grande demanda no mercado por mão de obra capacitada", comenta o presidente do sindicato.
Gerente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CeiseBr), Janaina Calor, nota a mudança no cenário do setor.

"É cada vez mais presente a participação de mulheres nos cursos oferecidos pela UniCeise [instituição criada pela entidade], o que demonstra que o mercado de trabalho no setor está aberto à mão de obra feminina, com oportunidades de trabalho em cargos antes exercidos apenas por homens", comenta.

 

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