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Quinta, 11 de Março de 2010 - 23h43
Tricolor quer vingança só na bola
Equipe não esquece agressões em Itápolis, mas diz que rivalidade não vai interferir dentro de campo
Foto: J.F.Pimenta / A Cidade
Capitão Recife, do Tricolor, não vê rixa entre jogadores e quer vitória para Botafogo voltar ao G4 do Paulistão
No ano passado, o jogo entre Botafogo e Oeste foi marcado por cenas lamentáveis, dentro e fora de campo, em Itápolis. Antes do jogo, o zagueiro Rafael Pedro foi agredido com um soco, ficando no banco de reservas com um enorme hematoma. Além disso, outras agressões aconteceram durante o jogo. Porém, o elenco do Botafogo não acredita que isso possa interferir no confronto deste sábado.
"O elenco ainda tem alguns jogadores que passaram por aquela pressão no ano passado, mas é diferente. O time do Oeste também é outro. Não acho que teremos nenhum tipo de ressentimento em relação ao jogo passado", afirmou o capitão Augusto Recife, que esteve no jogo do ano passado.
De acordo com ele, a rivalidade maior é entre os diretores. "A gente sabe que o pessoal da diretoria não se bate com o pessoal do Oeste. Dentro de campo, os jogadores são amigos", comentou.
Segundo o camisa 7 do Tricolor, a maior vingança que o Botafogo pode ter é vencer e continuar na briga por uma vaga nas semifinais do Paulistão. "Temos que vencer para continuar na briga por uma vaga. Não podemos deixar esta chance passar dentro de nosso estádio. Se vencermos, ainda deixamos o Oeste em uma situação mais difícil por uma vaga na Série D", comentou.
Se bater o Oeste, o Botafogo vai abrir 10 pontos em relação ao adversário, que também está na briga por uma vaga na Série D. Se o campeonato terminasse hoje, o Pantera ficaria com a primeira vaga com 22 pontos e o Ituano ficaria com a segunda, com 19. Oeste e Mogi Mirim vêm na sequência, com 15 pontos.
Já Rodrigo Pontes, que não esteve na "batalha de Itápolis" em 2009, diz que jogos com maior rivalidade são bons de jogar. "O pessoal já me falou um pouco sobre este jogo. Eu acho que é um tempero a mais para este confronto, cercado de rivalidade regional. Mas isso não deve influenciar dentro de campo não. A maior motivação é continuar no grupo da frente", afirmou.
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Não deve colocar em jogo a excelente campanha, indo na onda do adversário!