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Quarta, 27 de Abril de 2011 - 23h17
A Cidade descobre o segredo do goleiro do Comercial
Exercício de velocidade de reação fez Alex se destacar no time
Foto: Weber Sian / A Cidade
Preparador de goleiros Leandro Franco trabalha a reação de Alex com a Barreira Antivisão
Um dos principais destaques do Comercial na campanha do acesso ao Paulistão, depois de 25 anos, o goleiro Alex jamais imaginaria que oito barras de metal e dois pedaços de pano pudessem fazer tanta diferença na preparação.
Foi com estes materiais que o preparador de goleiros Leandro Franco desenvolveu a Barreira Antivisão, uma invenção que deixa o arqueiro com condições de defender as bolas mais díficeis em um jogo de futebol: a que vem ao gol quando se menos espera. E é aí, literalmente, que se esconde o segredo de Alex.
"Para quem olha, à primeira vista, é um negócio meio diferente. Mas para nós, goleiro, é de tamanha importância. Me ajudou demais a pegar bolas rápidas e difíceis em um curto espaço", comentou o Alex, explicando sobre a dureza de treinar com o equipamento. "É muito difícil. Tenho que esperar a bola passar pela cortina para fazer a defesa. Esse exercício exige muito", completou.
Leandro Franco, de 32 anos, criou o aparelho no ano passado, quando ainda trabalhava pelo Votoraty. E, até hoje, apenas sete jogadores experimentaram a "engenhoca" do preparador de goleiros. "Além do Alex, já treinamos, com essa barreira, os goleiros Marcelo, Renato e Juliano, do Votoraty, e André Zandoná, Paulo Vitor e Diego, do Comercial. Aqui, todos se esforçaram muito", contou Franco, que gastou aproximadamente R$ 300 para construir a Barreira Antivisão.
Experiência no jogo
Em 17 jogos da Série A2, Alex sofreu 19 gols. E já salvou o Leão do Norte em virtude do exercício de velocidade de reação. "No jogo contra o Guarani, em Campinas, o cara veio pela direita e deu uma cavadinha. Foi um lance bem rápido em que os treinos com a barreira me ajudaram muito", relembrou.
Durante toda a Série A2, Alex foi alvo de Leandro Franco e da Barreira Antivisão com dois tipos de bola. Além da profissional, utilizada nos jogos, o goleiro comercialino trabalhou com minibolas, dificultanto ainda mais o trabalho de preparação antes dos jogos.
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