O Botafogo está de luto. Morreu Luiz Carlos Bianchi, o Thiaguinha, tido como um dos grandes colaboradores do clube. Foi presidente do Conselho Deliberativo, vice-presidente da diretoria e, incontáveis vezes, dirigiu o departamento de futebol profissional.
Tornou-se conselheiro vitalício. Ele tinha 74 anos, era casado com Maria Cristina Popoli Bianchi e deixou filhos e netos. Seu corpo está na sala um do Velório Samaritano e será sepultado às 17h, no cemitério da Saudade.
Thiaguinha atuou nas equipes de base, nos tempos em que o Botafogo mandava seus jogos no estádio Luiz Pereira, na Vila Tibério. Teve como companheiro de time, Osvaldo Silva, o Vadão, ex-presidente, também falecido.
Aliás, Thiaguinha trabalhou no escritório de contabilidade de Vadão durante muitos anos. Eram grandes amigos. Na década de 70, Vadão, então presidente, colocou Thiaguinha e Teodoro Rosário Papa no departamento de futebol. Era um dirigente dedicado e apaixonado. Quando o Botafogo jogava, ele não admitia que comessem pipoca, amendoim ou tomassem refrigerante ao seu lado. "Você veio aqui para comer o sentir o jogo", dizia, irritado.
Trabalhou com vários treinadores, entre eles Alfredinho Sampaio, Tirí e José Agnelli, os dois últimos falecidos. Mais recentemente, foi diretor do Poli-Esportivo. Em 2001, como vice de Ricardo Cristiano Ribeiro, comemorou o vice-Campeonato Paulista. Ele só guardava lugar para um time no coração: o Botafogo.











