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Sábado, 13 de Março de 2010 - 00h51

CPI vai investigar outras edições da Feira do Livro

Vereadores também querem analisar prestação de contas dos eventos que ocorreram entre 2005 e 2008

Juliana Rangel

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Foto: Matheus Urenha / A CidadeOs peritos Marcos Vinicius (esq) e Halysson Walderrama depõem aos integrantes da CPIOs peritos Marcos Vinicius (esq) e Halysson Walderrama depõem aos integrantes da CPI

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Feira do Livro irá ampliar a investigação, que até hoje havia se concentrado apenas na edição do ano passado. Além da verba pública aplicada pela Fundação Feira do Livro em 2009, os vereadores vão investigar também os recursos gastos entre 2005 e 2008.

A decisão foi tomada na reunião da CPI promovida nesta sexta-feira após o auditor da Secretaria da Fazenda, Marcos Vinícius Berzotti Ribeiro, explicar a forma que é feita a auditoria. Ele foi o responsável pela aprovação da prestação de contas referente aos R$ 500 mil doados pela prefeitura.

Ribeiro explicou que a análise das contas é baseada nos valores apresentados nas notas fiscais e que a única checagem que a auditoria faz para comprovar a regularidade da empresa é somente através do CNPJ. "Apenas comprovo a regularidade do CNPJ no site da Fazenda e mais nada", acrescentou o auditor da prefeitura.

Segundo ele, isso ocorre porque antes da prestação de contas ser enviada ao seu departamento, ela passa por uma análise da Secretaria da Cultura. "A própria secretaria vai acompanhando os investimentos da verba durante o evento. O documento só chega para mim depois da aprovação da pasta", esclareceu Ribeiro, reforçando que não foi encontrada nenhuma irregularidade na prestação avaliada.

Ampliação

Segundo o vereador Evaldo Mendonça, o Giló (PR), que integra a CPI, o objetivo dessa ampliação é verificar se as prestações de contas dos anos anteriores estão corretas, já que a auditoria feita pela prefeitura é mais superficial.

Para reforçar a investigação, Giló sugeriu que também seja solicitado à fundação a prestação de contas completa - gastos das verbas que vieram de empresa através da Lei Roaunet e de emendas de deputados. "Precisamos fazer o cruzamento de dados para verificar se não houve emissão de notas do mesmo serviço", explicou. A análise da prestação dessas verbas compete ao Ministério Público.

Na reunião desta sexta-feira, os vereadores também ouviram o perito contábil, Hallyson Walderrama, que foi contratado pela Câmara no ano passado para analisar os documentos. Ele voltou a levantar suspeitas de irregularidades na aplicação dos recursos públicos.

Ausência

A secretária da Cultura, Adriana Silva também foi convocada, mas não pôde comparecer por estar participando da 2ª Conferência Nacional da Cultura. Ela encaminhou um ofício comunicando a ausência e solicitando uma nova da data para depor. Segundo o presidente da CPI, Walter Gomes (PR), Adriana será convocada para depor na próxima semana.
 

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  • 5 Comentários
  • por jose marcio, em 14 de Março de 2010 às 01:35 O fato dos inquéritos para apurar corrupção do legislativo ou executivo serem feitos pelos vereadores ou deputados (muitos semi analfabetos), a meu ver é uma aberração constitucional. Tem que ter maioria para ser aprovada a CPI. Isto basta para provar que o Brasil é o país da impunidade. A Constituição Federal assim o quer. Quem fez essa constituição? PMDB/PSDB/PT e a base coligada que aí está no comando do país. Saudações.
  • por Almanakut Brasil, em 13 de Março de 2010 às 16:24 Parque Público é para isso, viu Capital Brasileira da Cultura 2010!

    Música nos Parques volta ao parque Bacacheri em Curitiba - PR

    As atrações serão os shows do Trio de Ouro Catuaba Brasil, às 15h, e do vocal Cobras e lagartos, às 17h. A entrada é franca e, durante o espetáculo, a Oi distribui brindes aos participantes.
  • por Evandro Alexandre, em 13 de Março de 2010 às 12:42 As emissoras de rádio, quando lessem essas notícias no ar, podiam falar de qual jornal é!
  • por Almanakut Brasil, em 13 de Março de 2010 às 12:29 Nesse caso, poderiam aproveitar o embalo e investigar outras coisas, antes mesmo da Feira do Livro!
  • por Marlene de Souza, em 13 de Março de 2010 às 04:27 Suspeita de irregularidades em outras edições da Feira do Livro? A palavra suspeita de corrupção é muito pesada, não é mesmo? Se um batedor de carteira levar a sua no meio da rua não pode gritar PEGA LADRÃO porque ele ainda não foi julgado em última instância. Deve-se gritar: Pegue a pessoa, pegue a pessoa, não é mesmo?
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