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Quarta, 01 de Setembro de 2010 - 16h30
Oposição no Senado repercute quebra de sigilo fiscal
Coube à senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), uma das coordenadoras da campanha presidencial de Serra, abordar o tema. Ela revelou que seu primeiro suplente, o pecuarista e empresário Antônio Russo Netto, também foi vítima da violação do sigilo fiscal. "Russo ficou perplexo quando lhe perguntei sobre esse assunto, porque ele me disse, inclusive, que a prestação de contas dele é feita em São Paulo, não tem nada a ver com Mauá nem com o ABC Paulista", relatou.
Em seu discurso, ela acusou o governo de promover uma devassa generalizada na vida fiscal dos cidadãos, bem como de não tomar providências para garantir o direito constitucional à privacidade dos dados da declaração de renda.
Ela ainda criticou as alegações do governo, que imprimiu feição eleitoral ao episódio. Ontem, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, declarou que a oposição tentava transformar o episódio em "palanque eleitoral".
"Violar o sigilo fiscal de políticos para fazer dossiês, tentando minimizar ou abafar o caso, é inadmissível", afirmou a tucana. "A invasão criminosa do sigilo fiscal não é pouca coisa, é um fato de extrema gravidade, terrorismo de Estado, um ataque perigoso contra a integridade da cidadania", acrescentou.
O aparte coube ao vice-líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), que foi cotado para ser o candidato a vice-presidente na chapa de José Serra. "O governo tenta mais uma vez enganar, afirmando que a filha de Serra pediu que quebrasse seu próprio sigilo fiscal", disse. "Isso é uma ignomínia inominável: avançar sobre a privacidade da vida da filha do candidato a presidente da República da oposição", arrematou o tucano.
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