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Quarta, 31 de Agosto de 2011 - 21h22

Câmara pede que MP apure novo caso de suposta fantasma

Ex-funcionária Maria de Fátima Vieria ficou nomeada por 7 meses no gabinete do vereador Oliveira Junior (PSC)

Hélio Pellissari

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Foto: Tiago de Brino / EspecialPresidente da Casa Nicanor Lopes afirma que nunca viu a ex-funcionária no prédio da CâmaraPresidente da Casa Nicanor Lopes afirma que nunca viu a ex-funcionária no prédio da Câmara

O presidente da Câmara de Ribeirão Preto, Nicanor Lopes (PSDB), encaminhou nesta quarta-feira (31) ao Ministério Público todos os documentos da ex-funcionária Maria de Fátima Viana, suspeita de ser funcionária ‘fantasma’ no gabinete do vereador Oliveira Junior (PSC). A ex-assessora é mãe da secretária do parlamentar, Solange Aparecida Viana, e reside na cidade Estiva Gerbi, a 183 quilômetros de Ribeirão Preto.

Nicanor enviou por meio de ofício ao promotor criminal Manoel José Berça, a denúncia publicada nesta terça-feira (30) por A Cidade, além de todos os documentos da ex-funcionária, incluindo as folhas de frequência dos sete meses que teria trabalhado na Câmara, que visualmente aparentam ter grafias diferentes. "Eu não podia ter outra atitude, encaminhei os documentos para um órgão independente que possa investigar o caso", justificou.

Nicanor disse ainda que não conhece Maria de Fátima e que nunca a viu na casa. Ele ressaltou que sabe apenas quem é a filha dela Solange, que é assessora de Oliveira. Em junho, a Câmara já tinha encaminhado ao Ministério Público, outra denúncia de funcionária ‘fantasma", envolvendo a mãe da namorada do vereador, Eliana Steinkopf Caetano.

O caso

A reportagem esteve em Estiva Gerbi e localizou Maria de Fátima. Ela afirmou que nunca teve emprego fixo em Ribeirão e que trabalhou na cidade apenas como diarista há quatro anos, quando veio para cuidar dos netos. Após a reportagem retornar para questionar a contratação dela na Câmara, ela disse que tinha esquecido de mencionar que trabalhou no Legislativo.

O presidente do Conselho de Ética, Marcelo Palinkas (DEM), afirmou que o caso não poderá ser analisado ainda, porque não tem o código de ética.

 

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  • 1 Comentário
  • por Marcelo Galiano Brasca, em 01 de Setembro de 2011 às 09:12 se houver vontade politica o vereador Oliveira Junior será cassado, esperamos que haja vontade politica
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