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Segunda, 23 de Janeiro de 2012 - 22h05
Dárcy faz revista em ano eleitoral
Governo nega medida eleitoreira e diz que tudo foi feito dentro da lei; oposição vê medida desnecessária
Foto: Tiago Morgan / Especial
O secretário de Governo, Jamil Albuquerque, diz que o material não conta com promoção pessoal da prefeita
A Prefeitura de Ribeirão Preto gastou R$ 320 mil para confeccionar quase 212 mil revistas mostrando obras e iniciativas feitas nos três anos de governo Dárcy Vera (PSD), que irá buscar a reeleição em outubro de 2012. Mesmo assim, o Executivo garante que a iniciativa não tem relação com a corrida eleitoral.
O secretário de Governo, Jamil Albuquerque, diz que o material não conta com promoção pessoal da prefeita, mas reconheceu que a ideia da administração é mostrar mais o que vem sendo feito. O número de revistas é o mesmo que o número de carnês de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) distribuídos nesse ano.
Em nenhuma das cinco revistas, cada uma contando com material específico para cada região do município, aparece fotos ou opiniões pessoais de Dárcy.
"A revista é uma prestação de contas e como toda a prestação de contas ela tem o dever de falar para a população o que foi feito. A ideia agora é que cada vez apareça mais o que foi feito", afirma o secretário de Governo, Jamil Albuquerque.
Curiosamente, nos primeiros anos anos, Dárcy não adotou revistas entregues de porta em porta para prestar contas de sua administração. De acordo com o secretário de Governo, a prefeitura sentiu a necessidade de mostrar tudo o que estava sendo feito. "Algumas obras não estavam prontas e existiam outras que ainda estavam pequenas", diz.
Críticas
Porém, a oposição ao governo vê a medida adotada como desnecessária. De acordo com o líder do bloco oposicionista na Câmara, o vereador André Luís da Silva (PC do B), a prefeitura já tem várias ferramentes para divulgação.
"Não vejo essa medida como necessária. A prefeitura já tem um contrato de publicidade e faz a divulgação em TVs, rádio e em outdoors", afirma o vereador. O gasto com a revista está incluso no contrato com uma agência.
O vereador diz que tomará ciência do conteúdo das revistas para ver se eles podem ser caracterizados como promoção pessoal.
Ex-deputado vai à Justiça
Enquanto a oposição do governo na Câmara ainda vai analisar o material, o ex-deputado federal Fernando Chiarelli (PT do B) não quis esperar. O assessor do ex-deputado Genival José da Silva pediu à Justiça o recolhimento das revistas.
De acordo com o pedido, as revistas são uma "clara e absurda afronta à legislação eleitoral, caracterizando como propaganda eleitoral antecipada".
No último dia 12, a Justiça recolheu panfletos do PT do B que criticava políticos da cidade e foi caracterizado como propaganda eleitoral antecipada.
Na semana passada, o blog do ex-deputado também foi retirado do ar. Chiarelli tenta reverter o quadro. O secretário de Governo, Jamil Albuquerque, diz que o material não tem informações pessoais. "São apenas números", resumiu.
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Ou a manutenção dele.
Não bastando os mecanismos da mídia, vamos panfletar.
Como outros fazem.
Por vezes impedidos pela Justiça.
Mesmo em uma sociedade na qual é propalado o direito da livre manifestação.
Como reza o texto constitucional, por vezes, muitas vezes, atropelado.
Mas, através da "revistinha", ficam os cidadãos sabendo de tudo que está sendo feito, nada mais do que a obrigação daquele que pretende administrar.
Na onda de auto ajuda que assola o Brasil.