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Quinta, 26 de Janeiro de 2012 - 15h04
Prefeitura volta atrás e diz que não tira CPC do lugar
Executivo chegou a emitir nota afirmando que nunca pensou na mudança, o que já havia sido confirmado
Foto: Tiago De Brino / Especial
Prefeitura nega que vá tirar CPC do prédio atual, na baixada
A Prefeitura de Ribeirão Preto voltou atrás e diz que não existe nenhuma possibilidade de o CPC (Centro Popular de Compras) sair do prédio atual, na região da baixada. A Coordenadoria de Comunicação Social emitiu nota afirmando que o assunto era "pura especulação", contrariando informações antecipadas pelo A Cidade na semana passada e confirmada pela secretária de Cultura, Adriana Silva.
A nota foi emitida pela prefeitura um dia após um grupo de comerciantes do CPC se reunir com o secretário de Governo, Jamil Albuquerque. No encontro, Jamil garantiu que a mudança não ocorrerá. "Ele nos prometeu que, enquanto a Dárcy [Vera, PSD] for prefeita, não saímos de lá. Tenho isso gravado", diz o presidente dos permissionários do CPC, Raí Rodrigues.
Jamil confirmou que a mudança está fora de cogitação, mas reconheceu que a proposta chegou a ser avaliada. Porém, ele diz que tudo não passou de uma sugestão. "Não existe nenhuma intenção de mexer [no local do CPC]. Quando estávamos discutindo o anteprojeto, chegou essa sugestão, mas não existe esse interesse", afirmou.
Projeto macro
A informação de que a mudança poderia ocorrer foi revelada por fontes do governo no dia 18 de janeiro, quando o projeto de revitalização do Centro foi apresentado e entrou em consulta popular. Um dia depois de A Cidade antecipar a possível mudança, a secretária Adriana Silva, que chefiou a equipe do projeto "Centro Histórico", confirmou que o assunto estava sendo discutido para etapas futuras.
"Essa proposta está no projeto macro da revitalização do Centro, mas para longo prazo, porque envolve pessoas", disse Adriana, na semana passada. Interlocutores do governo afirmam que a mudança ia ocorrer para que o Mercadão Municipal ganhasse maior destaque na região. De acordo com fontes do governo, como o prédio do CPC é mais recente e classificado como fora do contexto histórico da região, seria transformado em um centro cultural. Porém, a prefeitura precisaria de recursos para a mudança.
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