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Sexta, 03 de Fevereiro de 2012 - 09h17
Vereador usa Câmara para promoção
Giló nega proveito e destaca cunho social; especialista desconsidera improbidade
Foto: 01. fev. 2011 - Weber Sian / A Cidade
Giló diz que não tem interesse político ao divulgar curso
O vereador Giló (PR) está usando o telefone de seu gabinete na Câmara para dar informações sobre um curso de aperfeiçoamento em assentamento de pisos e revestimentos que será ministrado na cidade, em data não revelada, por uma empresa de argamassas da Capital.
Por meio de sua página no Facebook, o vereador divulgou que "conhecendo a existência do curso sugeriu e auxiliou a empresa para a realização do curso em Ribeirão Preto" e classificou-o como sendo uma "ação social", que contemplará cerca de 500 pessoas gratuitamente. O parlamentar, que deve disputar a reeleição, negou ontem que tenha vantagens com a divulgação. "Não estou tirando proveito nenhum. Tudo que envolve questões sociais tem meu apoio e esse é um caso. Não considero ilegal dar o telefone do meu gabinete para mais informações, mas, da próxima vez, só divulgarei no Facebook", afirmou.
Para o advogado Marco Aurélio Damião, especialista em administração pública municipal, a utilização do telefone da Câmara para mais informações sobre um curso gratuito não pode ser considerado improbidade ou imoralidade.
"A linha entre proveito político e moralidade pública é tênue, mas, neste caso, não vislumbro ilegalidade por não haver fins lucrativos", avaliou.
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Todos os dias, nesse país pobre, somos surpreendidos pelo populismo.
Ridículo!
Para quem nada tem, um prato de comida é muita coisa.
E o telefone, pago com o dinheiro público, é utilizado, como tantas outras coisas, para uma campanha vasqueira, chula, de um edil lá colocado pelo voto popular para representar a todos os cidadãos, e não uma empresa que visa fins lucrativos, porque todos sabemos, não há almoço grátis.
Oportunismo, ignorância, pautas do dia.