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Segunda, 06 de Fevereiro de 2012 - 23h35
Em três anos, Dárcy faz 16 mudanças no alto escalão
Apenas nove membros do secretariado não saíram ou mudaram de posição
Foto: F.L.Piton / A Cidade
Primeiro secretário de Governo, Paulo Saquy foi substituído por William Latuf e, depois, por Jamil Albuquerque (foto)
A mudança dos nomes no primeiro escalão virou rotina no governo Dárcy Vera (PSD). Com a troca na superintendência do IPM (Instituto de Previdência dos Municipiários), na última sexta-feira (3), 13 dos 22 nomes que assumiram com ela em janeiro de 2009 não estão mais no governo ou mudaram de função.
No total, 16 trocas foram realizadas nos pouco mais de três anos de governo, já que as pastas da Fazenda e de Governo e o Daerp tiveram duas alterações.
Mais mudanças devem ocorrer nos próximos meses, já que os membros do primeira escalão que quiserem ser candidatos precisam se descompatibilizar o cargo até o final de abril. Além disso, partidos da base aliada buscam mais espaço no governo.
Mesmo assim, a prefeita já negou mais de uma vez que mudanças na equipe estejam previstas.
A mudança do IPM foi definida ainda em 2011, de acordo com Dárcy. O ex-superintendente Arnaldo Benedetti disse que só ficaria até o final do terceiro ano do mandato dela, já que teria de assumir obrigações com o PSD. Porém, a mudança foi postergada em pouco mais de um mês.
O IPM era uma das cadeiras em que ainda não havia ocorrido mudanças no governo. Continuam no governo desde 1º de janeiro de 2009, no cargo que assumiram, Adriana Silva (Cultura), Débora Venadramini (Educação), Marco Antônio dos Santos (Administração), Maria Sodré (Assistência Social), Vera Zanetti (Negócios Jurídicos), Luiz Carlos de Souza (Sassom), Abranche Fuad Abdo (Obras), André Tavares (Guarda Municipal), Pedro Scomparim (Coderp) e Willian Latuf (Transerp).
Campeãs de mudanças
Duas das pastas mais importantes foram justamente as que mais mudaram de mãos - as secretarias de Governo e de Finanças tiveram duas trocas cada.
No Governo, Paulo Saquy assumiu em 2009, mas no mesmo ano deixou o cargo para Willian Latuf, que acumulou a função com a superintendência da Transerp. Em 2011, Jamil Albuquerque entrou.
Na pasta de Finanças, Francisco Pinguera também ficou pouco, sendo substituído por Manoel Saraiva. Francisco Nalini assumiu o cargo no ano passado.
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Sai um, entra outro.
Não há um projeto de governo. Há, sim, um plano de poder.
Tal como no governo federal.
Sete ministros cairam em um ano, sob suspeita de corrupção.
O outro assume, a máquina continua girando, não é dada nenhuma satisfação para a sociedade, sempre vilipendiada.
Nenhum dinheiro reaparece, ninguém é investigado, ou processado, ou preso por dilapidar o erário público.
E a máquina continua girando.
O que interessa as peças?