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Editorias \ Rodas & Cia.
RSSSexta, 12 de Março de 2010 - 10h57
Mulheres aceleram Audi R8 na pista
A audi levou suas máquinas para interlagos, a gente enviou nossa repórter
Foto: Divulgação
destaques A piloto Bia Figueiredo, da Fórmula Indy, pilotou os carros, entre eles o belo conversível TTS, já disponível em Ribeiirão Preto
Ao chegar ao autódromo de Interlagos, cerca de 60 mulheres já aguardavam para testar a tecnologia e velocidade de cinco modelos da marca alemã, no Audi Woman’s Experience Day.
Dirigir no ‘celeiro de campeões’ já deixa o coração a mil por hora, e com máquinas velozes que atingem os 316 km/h então, os batimentos cardíacos triplicam. Principalmente se, de cara, você comete os micos de ‘marinheira de primeira viagem’ em um modelo de câmbio automático, o A6.
Já na saída dos boxes, ao primeiro momento de insegurança não confiei no sistema ‘Adaptive Cruise Control’ e a 100 km/h pisei no freio com o pé esquerdo. Claro, reflexo imediato dos acostumados com câmbio mecânico (tenho de justificar minha barberagem!) Uma frenagem (freiada) brusca, de deixar até mesmo a instrutora espantada.
Mas, minutos depois, ainda com o sangue quente já desfrutava da facilidade de programar uma velocidade e nem sequer me preocupar com o carro logo à frente. O radar do sistema detecta a aproximação do veículo e reduz a velocidade até atingir uma distância de segurança. Ótimo para nós mulheres, que adoramos ter a liberdade de conversar ao volante com, no caso, a co-piloto.
E não precisa também perder muito tempo com o retrovisor. O ‘Side assist’ dá um sinal luminoso com leds quando um veículo se aproxima ou tenta ultrapassá-la e serve de assistente para mudança de faixa. Com toda essa tecnologia, na segunda volta deu para começar a sentir a energia de estar na pista de Interlagos e passar pelo ‘S’ do Senna.
E se o mapa da pista guarda segredos para os motoristas convencionais, dois deles são a curva do Pinheirinho e a descida do Mergulho. Uma maravilha!!! Já a curva mais lenta do autódromo, a ‘Bico do Pato’, em que os pilotos da Fórmula 1 passam a 70 km/h, nem ousei ultrapassar os 40 km/h, afinal, é preciso virar todo o volante para não sair da pista e seguir as marcas no asfalto, que já nos conduzem.
E as ‘aventuras’ do meu dia como piloto não pararam por aí. Mas para um pit stop nos batimentos passei ao teste do ‘drive select’, no Q5. Nele fizemos slalom, aquele zig zag entre cones. O carro traz a opção de três sistemas no console. Comecei pelo ‘dynamic’, em que a direção fica mais firme e dá segurança para, por exemplo, pegar a estrada. Na segunda volta o carro estava mais suave, graças ao sistema ‘confort’, para a vida urbana.
Assim fica fácil
E para quem ‘odeia’ fazer baliza desde a época do exame de habilitação (não é o meu caso, modestamente) ou adora comodidade, é a realização de um sonho conhecer o ‘parking system advanced’, que conferi no Q7.
Trata-se de uma tecnologia que quase estaciona o veículo para o motorista, através de um câmera no alto do console central que mostra faixas e linhas indicando a distância dos outros carros e a posição na vaga.
O difícil foi atender ao comando do instrutor de não olhar para trás ou para o lado. Claro, somente enquanto manobrava, porque estava ansiosa para verificar como havia me saído nessa ‘manobra’ tecnológica. E confesso, não fui 100% perfeita.
Ganhei meu dia
O TTS nem precisa de comentários, além do design conversível (lindo!) e da estabilidade, nele senti segurança para pisar no acelerador e atingir os 185 km/h na reta oposta. Claro, encorajada pelo instrutor que repetia "acelera, acelera" ininterruptamente... mas me contive nessa velocidade, achei mais seguro para ambos e para o veículo. E depois de testar outros quatro modelos Audi, chegou a hora da vedete do dia, o R8 V10. Agora ele está muito mais potente do que a versão anterior, afinal, são 525 cavalos contra 420. Nele, em apenas uma volta pelo autódromo se percebe a energia de estar em um superesportivo e na pista de corrida. Das 30 unidades já vendidas no País (em duas versões), nenhuma foi comprada por mulher. Até agora.
Pisou no acelerador, o carro adquire velocidade numa rapidez que ‘assusta’ a maioria das almas femininas presentes. Exceções à parte, já que tivemos a presença da piloto de Fórmula Indy Bia Figueiredo. Passa de zero a 100 km/h em ‘míseros’ 3,9 segundos e, juro, dá para perceber porque, em inexperientes como eu, com o impacto de chegar aos 180km/h o abdômen chega a contrair. Uma experiência e tanto. Ufa!
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