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Sábado, 03 de Setembro de 2011 - 08h03 ( Atualizado em 02/09/2011 - 15h25 )

55 anos de Romi-Isetta

Primeiro carro de passeio produzido no Brasil trouxe recursos que eram inéditos em modelos importados

Da Reportagem

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Foto: Fundação RomiImagem da Romi-Isetta, já na fase em que era construída no Brasil sob licença da BMWImagem da Romi-Isetta, já na fase em que era construída no Brasil sob licença da BMW

O primeiro carro de passeio nacional produzido em série, o Romi-Isetta, faz 55 anos nesta próxima segunda-feira.
O carrinho foi produzido entre 1956 e 1961 em Santa Bárbara d’Oeste, pelas Indústrias Romi, sob licença da italiana Iso, conhecido fabricante de ciclomotores.
De acordo com Vainer João Penatti, secretário-executivo da Fundação Romi, foram vendidas cerca de 3 mil Romi-Isettas no país.
Até 1958, os modelos vendidos no país utilizavam um motor Iso, de 236 cm³, que gerava 9,5 cv. Mais tarde, quando a fábrica italiana vendeu o projeto para a BMW, os novos modelos do Romi-Isetta passaram a receber um motor BMW de 298 cm³, que já produzia 13 cv de potência.

Inovação
Apesar da aparência frágil, o Romi-Isetta tinha recursos que ainda eram desconhecidos de alguns importados que já circulavam pelo país.
Entre os mais importantes, estavam os freios hidráulicos, câmbio de quatro marchas e luzes de piscas-piscas, quando o usual ainda eram as tradicionais "bananinhas", imortalizadas pelo Fusca.
Além disso, o Romi-Isetta já utilizada um sistema elétrico de 12V e um alternador, ao contrários dos tradicionais sistema de 6V com gerador.
Com isso, não só a iluminação do carro era superior como também permitia um uso mais eficiente dos limpadores de para-brisas, que na época utilizavam um sistema a vácuo. Por falar nisso, o próprio motor de partida e o dínamo formavam uma peça única.
A transmissão, por sua vez, era feita por duas correntes, que levam a força do motor às rodas traseiras. Aliás, uma das características do Romi-Isetta era a diferença de bitola dos eixos dianteiro (1.200 mm) e traseiro (520 mm).
Por causa dessas inovações, o Romi-Isetta é identificado hoje como um carro "cult". "Acho que dá para dizer que ele nasceu para ser um Tata Nano e virou um Smart", contou Penatti.

‘Carreata’ de Romis marca aniversário
A comemoração dos 55 anos da Romi-Isetta vai ser lembrada hoje com um desfile de cerca de 45 veículos em Santa Bárbara d’ Oeste.
A saída será de manhã, em frente à sede da empresa, no centro da cidade. O encontro é organizado pela Fundação Romi e é o terceiro do gênero.
Além do encontro, a fundação também é responsável por um museu que conta toda a história da produção do primeiro veículo nacional.
O acervo pode ser visitado gratuitamente, de segunda a sexta-feira. A página da Fundação Romi na internet (www.fundacaoromi.org.br) também tem informações sobre a Romi-Isetta.
 

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