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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012 - 21h16 ( Atualizado em 11/02/2012 - 21h32 )

Fim do acordo com México pode travar crescimento da Nissan

Da Reportagem

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Foto: DivulgaçãoO compacto March, carro-chefe de vendas da Nissan, pode ser prejudicado com a revisão do acordo mexicanoO compacto March, carro-chefe de vendas da Nissan, pode ser prejudicado com a revisão do acordo mexicano

A possível revisão pelo Brasil do acordo automotivo com o México - anunciado pelo jornal Valor Econômico na quinta-feira passada - deve deixar a montadora japonesa Nissan como um dos maiores prejudicados com o aumento da carga tributária.
Sem o acordo, os carros mexicanos passariam a ser taxados com o imposto de importação de 35%.
A importação de veículos do México com imposto reduzido - especialmente o hatch March e o sedã Versa - foi responsável pela Nissan ter pulado da 12ª posição em vendas, no ano passado, para a sexta posição, em janeiro deste ano.
Atualmente, dos seis modelos comercializados por ela no país (Mach, Versa, Livina, Tiida, Sentra e a picape Frontier), quatro são importados do México. Apenas a Livina e a Frontier são fabricadas no Brasil.
Mas o possível fim do acordo é um problema que não afeta apenas a Nissan. Atualmente, Ford, GM, Honda, Volkswagen e Fiat também importam carros do México.
No entanto, nenhuma delas está tão dependente dos veículos que vêm daquele país como a Nissan.
Em 2011, dos 114.682 veículos mexicanos importados por essas montadoras, 36.721 foram para as concessionárias Nissan, ou seja, 36%.
Dos 8.387 carros que a Nissan vendeu em janeiro no Brasil, apenas 2.154 foram Livina e Frontier (25%).
Isso quer dizer que, de cada quatro carros vendidos pela montadora japonesa em janeiro, três vieram do México.

Outras
Entre as demais montadoras, há três casos também chamam a atenção. Em um mês marcado por quedas nas vendas em relação a dezembro, Fiat 500, Fiat Freemont e Honda CR-V foram exceção e venderam mais do que no mês passado.
O carro da Honda, aliás, tornou-se, em janeiro, o mais vendido do seu segmento, superando o eterno líder Ford Ecosport e o novato Renault Duster.
O que essas exceções de quatro rodas têm em comum é que todas elas são fabricadas no México.

 

Histórico
O acordo entre Brasil e México, desde 2003, prevê que um país importe veículos e peças do outro, pagando menos impostos. Isso desde que ambos cumpram uma taxa de nacionalização previamente estabelecida. Mas o Brasil pretende anular o tratado, sob o argumento de que só é favorável ao México. Em 2011, houve um aumento de 40% nas importações mexicanas e o resultado foi um rombo de US$1 bilhão nas contas brasileiras. Esta semana, o México já antecipou que aceita renegociar o acordo. 

 

Veja, aqui, que modelos o Brasil importa do México e que podem ser afetados com a revisão do acordo automotivo.

 

 

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