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Editorias \ Rodas & Cia.
RSSSábado, 11 de Fevereiro de 2012 - 14h17 ( Atualizado em 11/02/2012 - 14h42 )
"Nosso foco não é a liderança", diz Marcos Munhoz
Em entrevista ao Rodas, vice-presidente da GM diz que prioridade é colocar um modelo em cada nicho de mercado
Foto: Divulgação
Marcos Munhoz, vice-presidente da GM
O Rodas & Cia. entrevistou esta semana o vice-presidente da GM do Brasil, Marcos Munhoz, para repercutir o 1º lugar em vendas no mês de janeiro, algo que não acontecia desde maio de 2006. No entanto, desde 2004 que a montadora não consegue ser a líder de vendas anuais. Entre outros assuntos abordados, Munhoz fala dos projetos da montadora para 2012, o papel da presidente Grace Lieblein no projeto de investimentos do Brasil, o cambaleante acordo automotivo com o México. Por fim, ele também lista os carros mais importantes da história da empresa. Leia, abaixo, os melhores momentos da entrevista.
Os números de emplacamentos da Fenabrave indicaram que a GM foi a montadora que mais vendeu carros em janeiro. A que atribui esses resultados?
Estes números positivos são animadores e demonstram que estamos no caminho certo em nossa estratégia de sempre oferecer a linha mais completa de veículos no mercado brasileiro. E comprovam também o sucesso do nosso programa qüinquenal de investimentos para o período de 2008 a 2012, no valor de R$ 5 bilhões, que inclui a modernização e a ampliação industrial, bem como a renovação de boa parte do portifólio Chevrolet. Já no final de 2011 tivemos os lançamentos dos novíssimos veículos globais Cruze e Cobalt e, neste ano de 2012, serão sete veículos totalmente novos. Este será o nosso recorde de lançamentos em um único ano em toda a nossa história de 87 anos de sucessos da GM no Brasil.
Até que ponto esse desempenho já tem a ver com a atuação da Grace Lieblein como presidente da empresa no Brasil? O que mudou na gestão dela em relação, por exemplo, à de Denise Johnson?
A Grace Lieblein assumiu a presidência da General Motors do Brasil em 1º de junho de 2011 e imediatamente começou a contribuir para a continuidade do programa qüinquenal de investimentos que já estava em curso. Ela é uma pessoa dinâmica e uma executiva internacional que só agregou valor e competência à subsidiária brasileira.
Tão difícil quanto ser líder é manter a liderança. O que a GM fará nos próximos meses para permanecer em primeiro lugar? Que fatia do mercado a GM pretende conquistar no país?
O nosso foco principal não é liderança de mercado. Buscamos, sim, oferecer ao consumidor brasileiro a linha mais completa e moderna de veículos do mercado, preenchendo todos os segmentos e subsegmentos. Portanto, temos como alvo mercadológico participar da maior parte - e a mais representativa - de todos os nichos de mercado. Trabalhamos para vender o maior número possível de veículos e, mais importante do que isso, é o pós-venda. Temos uma rede autorizada Chevrolet constituída de quase 600 pontos de venda e serviços de assistência técnica, preparada para dar o suporte necessário ao cliente. E temos como missão principal na GM que o cliente sempre Chevrolet seja fiel à marca. Ou seja, "uma vez Chevrolet, sempre Chevrolet".
Do portfólio atual de veículos comercializados pela GM no Brasil, quantos são montados no país, quantos no Mercosul, quantos no México e, finalmente, quantos vêm dos demais países?
Dos 20 modelos que vendemos no mercado brasileiro os únicos importados são Omega, da Austrália, Malibu, dos Estados Unidos, e, Camaro, do Canadá. Do Mercosul vem o Agile da Argentina. E do México o Captiva. Todos os demais são produzidos nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos (em São Paulo) e Gravataí (Rs).
Esta semana, circulou a informação que o Brasil poderia romper o acordo comercial com o México para a área automotiva. Que efeitos isso poderá provocar na empresa? Chegou a conversar com o governo sobre essa possibilidade? Isso poderá retardar a entrada do Sonic no país, por exemplo?
Este assunto do acordo comercial Brasil-México está sendo tratado pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores - Anfavea - a entidade que cuida dos interesses do setor automotivo no Brasil.
Há pouco tempo, o presidente mundial da GM, Dan Akerson, definiu os carros da GM no Brasil como "velhos", entre outros adjetivos. Concorda com ele? Por quê?
A GM do Brasil está inserida no contexto da GM global como um dos cinco centros de desenvolvimento, capaz de criar, desenvolver e produzir, da "prancheta" até o veículo pronto para o cliente. Coube à susbsidiária brasileira criar o global Cobalt, que já é produzido e vendido no Brasil - e será produzido em outros países e vendido em cerca de 40 países, e também o projeto global da nova arquitetura de picape média. Este modelo já é produzido e vendido na Tailândia e o mesmo ocorrerá em várias partes do mundo.
Quando foi a última vez em que a GM foi líder de vendas no país?
Em 2004. Naquela oportunidade a empresa foi líder absoluta no mercado total, que inclui também caminhões e ônibus.
Quais os três carros mais importantes da história da GM no Brasil?
Cito o primeiro automóvel produzido pela empresa no país, o Opala, que teve 1 milhão de unidades fabricadas. Depois tivemos o Chevette, com 1,6 milhão de unidades. Mais recentemente tivemos o Corsa, com cerca de 2 milhões de unidades.
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