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Segunda, 30 de Maio de 2011 - 15h43 ( Atualizado em 30/05/2011 - 19h56 )

Lobão polemiza no Auditório Meira Júnior, nesta segunda-feira

Críticas pesadas e bem humoradas são a marca registrada do artista

Paulo Schneider

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Foto: Paulo Schneider / A CidadeLobão, durante Salão de Ideias na Feira do Livro; clique para ver mais fotosLobão, durante Salão de Ideias na Feira do Livro; clique para ver mais fotos

Como já era esperado pela organização da feira, a procura por senhas para o Salão de Ideias com Lobão foi grande. O fato obrigou a produção a transmitir a palestra simultaneamente em áudio e vídeo, no saguão do auditório, para os que não conseguiram entrar.

Com mediação do jornalista de cultura do jornal A Cidade, Regis Martins, o foco principal foi a autobiografia recém-lançada do músico, ‘Cinquenta anos a Mil’, fazendo com que rapidamente o artista começasse a criticar a geração dos anos 80. "Eu não, mas a geração dos anos 80 fracassou", comentou o ‘lobo mau’.

"O rock brasileiro morreu em julho de 1984, junto com meu amigo Julio Barroso", insinuando que a sonoridade dos anos 80 é totalmente igual, uma cópia do que era produzido no exterior, como The Police, U2 e The Smiths.

A ‘fera’ também não poupou críticas aos ‘artistas intocáveis’ da música brasileira, principalmente os membros da Tropicália. "A bossa-nova, o choro são exemplos de estilos datados, que não possuem renovação. Existe um grupo fechado que decide o que é bom ou ruim. Se você vai contra este grupo, você corre o risco de ser ‘simonalizado’, ou vira um Lobão. Eu quero ‘tratorizar’essa turma", desabafou.

Um dos pontos mais engraçados do Salão de Ideias foi o relato sobre os telefonemas que recebia de João Gilberto, sempre de madrugada, querendo gravar ‘Me Chama’. Também não faltaram críticas ao sertanejo universitário, axé e funk. "O Brasil é um país rebolativo, que capricha nas curvas mas na hora do papo reto não existe", criticou Lobão.
 

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