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Terça, 31 de Maio de 2011 - 22h57 ( Atualizado em 01/06/2011 - 01h35 )

Público lotou a Esplanada do Pedro II para ouvir Lobão

Segundo a Polícia Militar, cerca de 8 mil pessoas estavam no show

Paulo Schneider

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Foto: Matheus UrenhaLobão, durante apresentação na 11ª Feira do Livro; clique para ver mais fotosLobão, durante apresentação na 11ª Feira do Livro; clique para ver mais fotos

O sexto dia de Feira do Livro em Ribeirão Preto foi encerrado de maneira enérgica, com o empolgante show do multi-instrumentista Lobão, que também participou do evento como palestrante na tarde anterior.

Deixando para trás seu antigo estilo balada acústica, Lobão amplificou e distorceu suas guitarras ao extremo, o que garantiu muita gente pulando durante a apresentação.

"Eu acho que o rock brasileiro, hoje em dia, está sem personalidade e o Lobão tem atitude. Ele sobreviveu aos anos 80 com essa mesma atitude, o que é muito difícil", comentou a estudante Carolina Rezende,17.

Além do tradicional ‘power trio’ do rock’n’ roll (guitarra, baixo e bateria), a banda contou com um tecladista, que também disparava efeitos eletrônicos. Com mão pesada, uma mulher comandou a bateria.

No repertório, o ‘lobo mau’ da música brasileira fez um grande apanhado da carreira, dos anos 80 aos 90. Algumas faixas foram anunciadas, com suas típicas mensagens subliminares: "Essa música é uma espécie de ficção científica do passado", avisou Lobão, antes de cantar uma em inglês.

A quantidade de jovens na plateia foi surpreendente - já que muitos nem eram nascidos quando ele já fazia rock, - comprovando que ainda existe uma forte identificação com suas composições.

"Algumas pessoas, principalmente a mídia, banalizam tudo que se destaca. Precisamos de alguém [como Lobão] para analisar o que é realmente bom e importante", opinou Ana Luiza, 17, também estudante.

No palco, sua postura punk continua a mesma: agressiva. Algo inimaginável para as atuais bandas brasileiras, que se preocupam em demasia com a imagem e não com a mensagem.
 

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