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Quinta, 02 de Junho de 2011 - 19h20 ( Atualizado em 02/06/2011 - 19h37 )

Paulo Betti interpreta texto sobre Clarice Lispector, no Meira Júnior

A personalidade da escritora foi esmiuçada na Nossa Aldeia

Paulo Schneider

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Foto: Paulo Schneider / A CidadeO ator Paulo Betti, durante a Feira do Livro 2011; clique para ver mais fotosO ator Paulo Betti, durante a Feira do Livro 2011; clique para ver mais fotos

Com um invejável currículo na dramaturgia brasileira, o premiado ator Paulo Betti participou do espaço Nossa Aldeia na tarde desta quinta-feira (2), onde interpretou o texto ‘Clarice - uma vida que se conta’, de Nadia Gotlib, nas dependências do Auditório Meira Júnior.

Nascida na Ucrânia e vivendo no Brasil desde 1922 - sua família fugiu do comunismo russo -, a personalidade de Clarice sempre chamou a atenção de quem a conheceu de perto, da empregada à vizinha psiquiatra.

"Clarice era uma mulher insolúvel", disse o saudoso jornalista Paulo Francis, apenas um entre as diversas personas citadas na leitura. O público pôde conhecer uma mulher de muitos perfis, com uma identidade complexa.

Na opinião de Paulo Betti, a vida de Clarice Lispector acabou se transformando em uma de suas ficções. Como se a escritora realmente vivesse seus personagens, principalmente as vésperas de sua morte, em 1977.

Internada com câncer, Clarice se levantou da cama de hospital e tentou sair do quarto. Uma enfermeira a impediu e ouviu da escritora a seguinte frase: "Você matou meu personagem".

Infelizmente, Nadia Gotlib não pôde comparecer à feira por causa de compromissos no exterior.
 

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